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grupo G

Abraçados no marasmo

Sem ousadia em campo, empate sem gols faz jus ao desempenho de Portugal e Costa do Marfim na abertura da chave da seleção brasileira

Didier Drogba(esq.) e Cristiano Ronaldo (dir.) se abraçam no fim do jogo: resultado deixa as duas seleções pressionadas | Denis Balibousert/AFP
Didier Drogba(esq.) e Cristiano Ronaldo (dir.) se abraçam no fim do jogo: resultado deixa as duas seleções pressionadas (Foto: Denis Balibousert/AFP)
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Veja a ficha técnica do jogo

Port Elizabeth - Rivais brasileiros no grupo G da Copa do Mundo, Costa do Mar­­fim e Portugal ficaram no empate sem gols, ontem, no Estádio Nelson Mandela, em Port Eliza­­beth. Principal destaque do time africano, o atacante Drogba, que se recupera de uma fratura no braço direito, começou a partida no banco de reservas e só entrou no segundo tempo, aos 20 minutos. Pouco fez. O mesmo serve para o astro lusitano. Eleito melhor jogador do mundo na temporada de 2008, o português Cristiano Ronaldo chutou uma bola na trave no início do duelo. Depois, desapareceu.

Após o empate, o técnico da Costa do Marfim, o sueco Sven Göran-Eriksson, afirmou que será "fundamental ganhar do Brasil" para conseguir a classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo. "Desde o sorteio, sabíamos que este grupo seria muito difícil. Vamos continuar trabalhando e esperar a classificação", declarou. O co­­mandante explicou que não planejava usar Drogba no embate em Port Elizabeth. "Estava confiante de que poderíamos fazer um ou dois gols e que não seria necessário que ele entrasse", contou. O sueco, porém, assegurou que o astro estará em campo na partida contra o Brasil, no do­­mingo.

Eriksson chegou à seleção, em março, com dois objetivos principais: dar um padrão tático e fortalecer o sistema defensivo. Parte de seu objetivo ele já considera cumprido. "A gente precisa admitir que a defesa não foi perfeita, mas foi muito boa. Estou muito satisfeito", avaliou o treinador. Para não ficar fora de moda, o técnico aproveitou para engrossar o coro contra Jabulani. De acordo com ele, a bola realmente muda de direção inesperadamente. "É complicado dar direção aos chutes", falou.

Já o comandante português, Carlos Queiroz, considerou o em­­pate justo e gostou da atuação de seus jogadores. "Costa do Marfim tem jogadores rápidos e Portugal foi suficientemente inteligente para não ir com muita gente para o ataque e correr riscos", bradou, dando o tom do que vem sendo seguido como uma cartilha neste Mundial, o medo de sair para o ataque e facilitar a vida do rival. Ousadia, nem pensar.

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