
A Argentina não é favorita, tampouco candidata ao título do Mundial na opinião de seu técnico, Diego Maradona. O comandante dos hermanos diz acreditar apenas em adquirir confiança com triunfos para, daí sim, olhar mais para a frente."Os triunfos vão nos solidificar. É assim, e até quem parece ter possibilidade passa a se destacar", disse em entrevista coletiva obrigatória da Fifa.
E é visível que a teoria se torna prática rapidamente no caso de Dom Diego. Ontem, esbanjou um bom humor ainda não visto nesta Copa do Mundo. Um dos motivos era a vitória sobre a Nigéria na estreia. Com ela, o treinador ganhou tranquilidade. Tanto que pode obter a classificação com antecedência se vencer, hoje, a Coreia do Sul, no Soccer City, às 8h30 o contrário também garantirá os asiáticos.
Totalmente inverso a Dunga, Maradona chegou, sentou e cantou parabéns a você para um jornalista da Fox Sports que estava de aniversário. Mais adiante, brincou quando estava colocando o agasalho da Associação de Futebol da Argentina "Senão tomo multa", disse.
Mas é prestar mais atenção no ex-craque que outros motivos ainda mais fortes para sua felicidade vêm a tona. Maradona exalta o elenco, mas é em Messi que aposta todas as suas fichas. Ontem, citou o atacante 38 vezes na entrevista.
"Eu quero ser campeão e tenho Messi", afirmou, para logo depois fechar um pouco a cara quando ficou sabendo de declarações nas quais a Coreia do Sul teria avisado que pararia La Pulga com faltas. "Faltas acarretam pênaltis e cartões. É a função dos árbitros marcá-las. O Messi tem de jogar com tranquilidade total, sem temer isso."
Quando Maradona fala, o que ocorre muito pouco nesta Copa (quase sempre só por obrigatoriedade da Fifa), normalmente a imprensa mundial aparece em busca de uma frase de efeito. Ontem, conseguiram várias leia matéria nesta página. Uma delas, contudo, é mais propícia para cá.
A pergunta foi sobre os bons desempenhos de Podolslki, Maicon e Elano na primeira rodada da Copa do Mundo. E, na resposta, Maradona terminou de se entregar.
"Todos jogaram muito bem, mas não chegaram a 40% da atuação de Messi contra a Nigéria. Isso você pode ter certeza", disse o treinador. "A Nigéria morreu quando Tevez e Messi começaram a se movimentar."
E, embora indiretamente, Dieguito disse que espera uma partida mais fácil contra os asiáticos do que contra os africanos. "A diferença entre os dois é que a Nigéria é a força física. Cada choque eles te jogam na parede. Já a Coreia é de igual para igual."
Ao vivo
Argentina x Coreia do Sul, às 8h30, na RPC TV, Band, BandSports, SporTV e ESPN Brasil.




