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Entrevista

“Ganhar o Mundial é uma obrigação”

Lionel Messi, atacante da seleção argentina

  • PorCarlos Eduardo Vicelli e Marcio Reinecken, enviados especiais
  • 03/06/2010 21:01
“Para a Argentina só serve ser campeã do mundo. Não adianta nada chegar à final e não vencer. Mas temos de ir com tranquilidade e não meter pressão. Sabemos que ho­­je os fa­­vo­­ri­­tos são os outros e temos de começar do zero, com tranquilidade.” | Valterci Santos/ Gazeta do Povo – enviado especial
“Para a Argentina só serve ser campeã do mundo. Não adianta nada chegar à final e não vencer. Mas temos de ir com tranquilidade e não meter pressão. Sabemos que ho­­je os fa­­vo­­ri­­tos são os outros e temos de começar do zero, com tranquilidade.”| Foto: Valterci Santos/ Gazeta do Povo – enviado especial

Lionel Messi, o melhor jogador do mundo, não deveria falar com jornalistas estrangeiros em sua primeira aparição após seis dias na África do Sul. Principalmente se os repórteres fossem brasileiros, co­­mo gritava o assessor da seleção alviceleste, à porta de uma tenda na qual ocorreria uma entrevista coletiva.Afinal, a notícia de que Diego Armando Maradona havia cedido à pressão da imprensa de seu país, e liberado o seu selecionado para fazer imagens dentro do trancafiado Centro de Alta Performance da Universidade de Pretória, transformou a pacata instituição educacional em um caos.

Cerca de 250 profissionais de mídia do mundo todo foram ver Messi, Tevez e Verón, entre outros, baterem bola. Mas, para bisbilhotar apenas os últimos 20 minutos do treino, amargou-se uma hora e meia de espera. Fila de carros para chegar na universidade. Fila de pessoas para entrar nos campos de treinamento. E mais uma fila para ter acesso à tenda de atendimento.

Foi aí que os jornalistas hermanos passaram, e o resto ficou. Aos gritos de "only argentinians" (apenas argentinos), mais da metade da mídia acabou do lado de fora. De norte-americanos a japoneses e sul-coreanos. Infil­­trada, a reportagem da Gazeta do Povo conseguiu acompanhar a surpreendente zo­­na mista liberada sem aviso prévio por Maradona.

E, com todos os jogadores "à disposição", a aposta foi a estrela do ti­­me alviceleste.

Você tem um amigo brasileiro [Ro­­­­­nal­­­­dinho Gaú­­cho]. Sabe co­­mo jogar con­­­tra os brasileiros?

O quê? Como jogar? Co­­mo eu vou jo­gar?! (incomodado).

O que você acha da seleção brasileira?

Uma grande equipe, com grandes jogadores... (reticente)

Ronaldo disse que o Brasil tem três problemas: "Messi, Messi e Messi"? O que você acha disso?

Qual Ronaldo?

Ronaldo, goleador das Copas...

Isso me deixa satisfeito. É o maior atacante da história. Vin­­do dele, fico realmente muito contente.

Você chega como a grande figura do Mundial, isso mexe contigo de alguma forma?

Não, eu estou tranquilo, tudo bem. Temos de ficar calmos. Creio que estamos em uma boa onda. Nosso grupo está muito forte.

Sua fase é impressionante: campeão no Barcelona, gran­­de temporada, Bola de Ouro, goleador na Espanha...

Creio que estou no melhor mo­­mento de minha carreira. E me parece ser também o melhor mo­­mento da seleção, em geral. Sen­­tíamos que faltava a gente estar mais juntos. Agora que estamos, nos resta ganhar o Mundial, que é uma obrigação.

Vocês estão ansiosos para a es­­treia [dia 12, contra a Nigéria]?

Sim, temos um pouquinho de ansiedade, queremos começar a jogar logo, mas sabemos da importância desses treinos para melhorarmos.

Chegar entre os quatro do mundo já deixariam vocês satisfeitos?

Para a Argentina só serve ser cam­­peã. Não adianta nada chegar à final e não vencer. Mas te­­mos de ir com tranquilidade e não meter pressão. Nós sabemos que ho­­je os fa­­vo­­ri­­tos são os ou­­tros e temos de começar do zero, com paciência.

Mas a Argentina está pronta para vencer?

Se olharmos jogador por jogador, é difícil ter uma seleção melhor do que a nossa. Temos um grupo muito forte. Estamos no caminho certo para formarmos uma grande equipe.

Então, para fechar, o que seria uma boa Copa para a Argentina?

Ser campeã.

Quando um argentino chegava a outro país, sempre falavam de Ma­­radona. Agora, falam de Ma­­ra­­dona e Messi. É uma responsabilidade a mais, não?

Não, não é mais responsabilidade. É uma coisa muito linda ser si­­nônimo de Argentina. Mas tomo isso com muita tranquilidade. Sei que há outros jogadores com essa referência dentro do plantel.

Este será o seu Mundial?

Espero que seja o Mundial da Argentina. Que seja uma coisa boa para ela e não apenas para mim. Não penso em ser o melhor da Copa, o importante é somar e que a Argentina seja a campeã do mundo. Nem no Barcelona faço as coisas sozinho. Aqui é igual. Temos grandes jogadores, não apenas um, e temos de aproveitar isso.

Qual a diferença do Messi de 2006 para o de agora?

Chego de outra ma­­neira, mais ex­­pe­­­ri­­ente, com mais partidas. Mais confiante e com mais con­­­fiança dos meus companheiros em mim. É tudo diferente.

Quanto ao videogame, tem algum clássico interno?

Não jogo muito (ri­­sos). An­­tes eu jogava bem mais, agora não. Nos momentos de folga, prefiro ficar mais com a mi­­nha família, com a minha namorada.

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