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Argentina

Maradona supera Dunga na obsessão pelo isolamento

Técnico dos bicampeões mundiais exige esquema rigoroso de segurança e de privacidade para a estada na África do Sul. Hermanos estão mais isolados que os brasileiros

  • PorCarlos Eduardo Vicelli e Marcio Reinecken, enviados especiais
  • 03/06/2010 21:02
Para espiar o fim do treino da seleção argentina, o jeito foi esperar 1h30 depois de passar por três barreiras policiais: na cerca, painel verde impede a visão do campo | Fotos: Valterci Santos/ Gazeta do Povo – enviado especial
Para espiar o fim do treino da seleção argentina, o jeito foi esperar 1h30 depois de passar por três barreiras policiais: na cerca, painel verde impede a visão do campo| Foto: Fotos: Valterci Santos/ Gazeta do Povo – enviado especial

Arquibancada

Voto de confiança para Messi

Lionel Messi sofre do mesmo problema que acompanhou Ronaldinho Gaúcho por anos na seleção brasileira. "Por que ele não faz com a camisa da Argentina o que faz com a do Barcelona?", questiona, cheio de autoridade, Raul Daffunchio, já emendando a resposta: "Está há muito tempo na Europa, não sabe mais como se joga na América do Sul. E futebol sul-americano é diferente", diz.

Daffunchio vai além. Não respeita nem sequer o título de "melhor do mundo" concedido pela Fifa ao craque do Barcelona. "Se eu fosse o Maradona, começaria com o Messi no time titular. Mas já na segunda partida, se não jogar bem, colocaria na reserva."

Maurício Aravena, um hermano radicado na África do Sul, completa a sugestão do parceiro de arquibancada. "Gosto do Tevez, ele sim tem raça", ressalta, devidamente caracterizado com a camisa do Boca Juniors. "Joga com amor. Veste de verdade a camisa argentina", acrescenta Daniel Daffunchio, irmão de Raul.

O grupo ganhou a contribuição de dois nativos na algazarra em frente à concentração do time de Maradona. A dupla Mohdu Sono e Caleb Mabaso, ambos de 20 anos, incorporou até os cânticos dos latinos – com certo sotaque. "Nós temos o melhor jogador do mundo", afirma Sono, destoando dos argentinos originais. "Mas sou em primeiro lugar Bafana, Bafana. Quero que o meu país fique com a taça. Mas, como acho difícil, sou Argentina também", completa ele.

  • Torcedores da Argentina na frente da concentração da equipe de Maradona
  • Segurança

Diego Maradona superou Dun­­ga. Não só na bola como também na obsessão pela privacidade – da seleção argentina, que fique bem claro. A espera em frente à concentração do ti­­me é longa. Uma hora e meia depois do horário combinado e três barreiras policiais superadas, enfim, os jornalistas ga­­nham a alforria do ex-craque. Po­­dem entrar no Cen­­tro de Alta Performance da Uni­­versidade de Pretória para acompanhar, pela primeira vez, o trei­­no dos bicampeões mundiais. Mas pouco se viu. Nem que Die­­­­go Milito, herói do recente título europeu da Inter de Milão, havia machucado o tornozelo sem gravidade. Maradona de­­cretou que apenas os instantes fi­­nais do trabalho fosse liberado. Somente o momento de re­­creação dos atletas e nada mais.O treinador, assim como Dun­­ga, anda às avessas com a im­­­­prensa do país. Por isso decidiu isolar a equipe, escolhendo a de­­do o local do confinamento, a tran­­quila Pretória, uma das três capitais sul-africanas, a cerca de 60 quilômetros de distância da tumultuada Johannes­burgo.

O lugar é imenso. Tem nove campos de futebol (cinco cedidos exclusivamente para os argentinos), academia de ginástica, re­­feitório e sala de reuniões. O alojamento fica dentro do complexo, a menos de dois minutos de caminhada do estádio principal. Conta com 45 quartos, todos equi­­pados com tevê a cabo, in­­ternet sem fio e ar-condicionado. A estrutura, de fazer inveja ao acanhado centro de treinamento escolhido pela seleção bra­­sileira, era cobiçada também por Itália, Inglaterra e Estados Unidos. Deu Maradona.

"Quan­­do os argentinos assinaram contrato conosco, nós imediatamente cancelamos reservas anteriores e fechamos o local pa­­ra eles. Ganharíamos mais di­­nheiro se continuássemos operando normalmente, mas não podíamos recusar essa oportunidade", explica Toby Sutcliffe, di­­retor-executivo do centro, chamado também de "resort esportivo" – 20% dos atletas que integraram a delegação sul-africana na Olimpíada de Pequim-08, en­­tre ginastas, judocas, nadadores e etc., saíram da Universidade.

Dom Diego, porém, foi além. Mandou que se erguesse barreiras para dificultar o trabalho dos jornalistas. Ao redor do gramado mais utilizado pela seleção ar­­gentina, um imenso painel verde não permite que se veja qualquer movimentação dos jogadores. Do lado de fora, seguranças foram orientados para não facilitar a vida dos curiosos – agindo em muitos casos com truculência. Tudo porque o contestado treinador de primeira viagem (acumulava pequeníssimas passagens por clubes antes de ser chamado pela AFA) ainda bate a cabeça para fazer o time engrenar. Especialmente no ataque, setor com diversas opções.

A tendência, contudo, é que man­­tenha Higuaín e Messi na linha de frente, preterindo o ex-corintiano Carlitos Tevez. "Estou preocupado com a seleção e na­­da mais. Esse lugar aqui é bom porque podemos ficar juntos, nos unir", diz ele, cercado por uma infinidade de repórteres. Afinal, ninguém sabe quando Ma­­radona estará de bom humor novamente.

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