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Grupo B

Não deu nem para secar

Argentina usa mistão, passa fácil pela Grécia, vence a chave e será testada pela primeira vez nas oitavas de final, pelo México

O zagueiro argentino Demichelis comemora o gol que abriu o placar contra a Grécia: partida tranquila | Eddie Keogh/ Reuters
O zagueiro argentino Demichelis comemora o gol que abriu o placar contra a Grécia: partida tranquila (Foto: Eddie Keogh/ Reuters)
Veja a ficha técnica do jogo Grécia X Argentina |

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Veja a ficha técnica do jogo Grécia X Argentina

A Argentina não precisou de seus titulares para consolidar a classificação como líder disparada do grupo B da Copa da África do Sul. Ma­­radona decidiu escalar sete reservas para o confronto com a tímida Grécia, confiante em uma vitória mesmo sem a boa atuação das partidas anteriores. Deu certo. No Estádio Peter Mokaba, em Polok­­wane, ganhou fácil por 2 a 0. "Não causamos problemas para a Ar­­gen­­tina. Eles foram superiores, me­­lhores e mereceram vencer", resumiu bem o técnico europeu, o alemão Otto Rehhagel. Pela terceira vez nesta Copa, os hermanos não foram verdadeiramente testados, principalmente na defesa.

Na próxima fase, os argentinos terão pela frente o México, equipe que eliminou na Copa de 2006 apenas na prorrogação. "Nós te­­mos de estar preparados para o que vier. Agora é inevitável enfrentarmos grandes equipes, como o Mé­­xi­­co. O bom é que reafirmamos o grupo. Temos de se­­guir na mesma sintonia", falou Verón.

Para Maradona, a tranquilidade com que o time alcançou a segunda fase do torneio serviu de desabafo – mas sem aspereza no discurso. "Está demonstrado que todos estavam equivocados. Estamos cumprindo nosso dever, defendendo a camisa da Argentina. Os que estão aqui foram os mesmos que estavam nas Eliminatórias e podem jogar contra qualquer um", declarou Dieguito, recordando as críticas que a equipe recebeu na suada classificação para o Mundial – na última rodada. Pensar no México? "Só amanhã [hoje]", garantiu.

O treinador, porém, não esqueceu de reclamar da arbitragem. Ele considerou o juiz muito complacente com a violência grega. "O fa­­moso fair play não existe. Se toda hora que Messi pega na bola o derrubam, estamos jogando o quê? No terceiro que pega ele, o árbitro tem de dar amarelo", reclamou.

A grande preocupação para os bicampeões mundiais era mesmo a possibilidade de uma contusão de Messi. A classificação era certa, só faltava o aval da matemática. Em campo, a Grécia não esboçou reação. Fez 15 faltas, errou 48% dos passes e deixou Samaras sozinho na frente. O mistão reinou absoluto. Domingo, no Soccer City, contra o México, não será tão fácil.

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