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Decisão

Número 1

Casillas simboliza o título da Fúria. Goleiro supera síndrome de amarelão e encerra Copa com choro, taça na mão e beijo da namorada

  • PorCarlos Eduardo Vicelli e Marcio Reinecken, enviados especiais
  • 11/07/2010 21:03
Bert van Marwijk, técnico holandês, consola o atacante Robben | Valterci Santos/Gazeta do Povo – enviado especial
Bert van Marwijk, técnico holandês, consola o atacante Robben| Foto: Valterci Santos/Gazeta do Povo – enviado especial
  • Iker Casillas, capitão espanhol, melhor goleiro da Copa:
  • Veja a ficha técnica do jogo entre Holanda e Espanha

O lance demorou uma eternidade na cabeça de Iker Casillas. Lá de trás, esticado em frente da meta, o capitão acompanhou atentamente cada instante que decretou o fim da agonia espanhola. Depois que Iniesta concluiu com raiva o lançamento de Fábregas, o goleiro desabou. Ajoelhou e chorou. O relógio apontava 11 minutos do segundo tempo da prorrogação. Não havia mais tempo para uma reação da Holanda, perdida em campo após a expulsão de Heitinga.

A Espanha saía da fila com um magro 1 a 0, mantendo o roteiro de toda a campanha na África do Sul – muitos passes e poucos gols (apenas oito). E Casillas podia, enfim, extravasar o choro contido de quem viu a Fúria conviver por anos com a fama de "amarelona", de falhar nos momentos decisivos.

O camisa 1 convive com a pressão desde 2000. Amargou dois fracassos – Coreia do Sul/ Japão (2002) e Alemanha (2006) – antes de dar a volta por cima. Enredo que começou a ser escrito há duas temporadas, com o título da Eurocopa. O capítulo final foi escrito ontem, no Soccer City, na movimentação que custou um sem-fim de segundos para passar.

"Sonhava desde pequeno com a possibilidade de ser campeão, de ser campeão do mundo", afirmou ele que, de tão ansioso, nem esperou a Taça Fifa sair da mão do presidente Joseph Blatter. Quebrou o protocolo sem cerimônias, e já no corredor de acesso ao palco, acariciou o globo terrestre, a parte de cima do troféu dourado – que ontem quase acabou no chão, lançado por um torcedor que invadiu o gramado pouco antes de os times entrarem em campo.

"Não podíamos nos contentar em só chegar à final. Precisávamos ganhá-la. Nós merecíamos isso do começo ao fim", discursou o goleiro, eleito o melhor da Copa pela Fifa, cuja atuação contra a Laranja Mecânica, invicta desde 2008, foi classificada como memorável pela imprensa do país. Virou "San Casillas" por ter parado Robben milagrosamente duas vezes ontem.

O sentimento de leveza do capitão, demonstrado também no "caliente" beijo que tascou na na­­morada, a jornalista Sara Carbo­­nero, ainda na zona mista, também se refletiu no elenco. Iniesta, o artilheiro do título, teve de interromper a entrevista por mais de uma vez. Eram os colegas cantando músicas para celebrar a entrada da Fúria no seleto grupo dos campeões do mundo.

"Não sei o que dizer. É um momento histórico que nós espanhóis não sabemos se um dia se repetirá. Estava um pouco triste por não ter jogado muito, mas no final valeu muito à pena", disse Cesc Fábregas, o assistente de Iniesta. "É euforia, alegria... Di­­fícil de explicar", emendou Xabi Alonso.

Vicente Del Bosque, que na véspera afirmara que preferia estar em campo a ficar dando ordens da área técnica, preferiu ser coadjuvante. Deixou os méritos pela conquista da primeira estrela amarela integralmente com o elenco. "Deve­­mos o título a esses 23 jogadores que passaram 50 dias sem ne­­nhum incidente. É pa­­ra sentir orgulho de nossos atletas. [A conquista] tem um valor incalculável para a Es­­panha", ressaltou, encerrando a jornada que transformou a Fúria em "time grande". Defi­­nitivamente.

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