
Alemães e argentinos não param de trocar farpas às vésperas do confronto entre as duas seleções nas quartas de final da Copa sul-africana. Quando não estão se provocando diretamente, há sempre um jeito de cutucar os rivais. A nítida autoconfiança dos germânicos para o confronto de amanhã é um exemplo clássico. Há quem já fale nos possíveis oponentes da semifinal e até da decisão. "Agora temos pela frente Argentina, Brasil e Espanha, oponentes bem mais fortes do que a Inglaterra", disse o lateral Lahm.
A frase contradisse o que poucos minutos antes havia dito o ex-jogador Oliver Bierhoff, que na África do Sul atua como diretor-geral da seleção alemã. "Os atletas sabem que ainda não chegaram a lugar nenhum", afirmou, tentando diminuir o clima de tensão criado em torno do jogo. Na entrevista concedida pouco depois, Lahm ainda comentou a anunciada visita da primeira-ministra Angela Merkel à equipe. "Se eu a conheço, ela nos visitará no vestiário depois do jogo [contra a Argentina], para nos congratular".
Em uma coisa os dois representantes da Alemanha concordaram. Tanto Bierhoff como Lahm procuraram amenizar mas não muito o tom das críticas feitas um dia antes pelo meia Schweinsteiger à catimba argentina. Disseram estar preparados para não aceitar eventuais provocações. "Em campo eles tendem a provocar e ser um tanto agressivos", disse Bierhoff.
Lahm, também capitão do time, foi nessa linha. "Temos de nos concentrar no nosso futebol e na partida. Sabemos que os sul-americanos são impulsivos, temperamentais e que não sabem perder. No sábado [amanhã], veremos como perderão e como se comportarão depois da derrota".
Na Copa de 2006, na Alemanha, os anfitriões eliminaram a Argentina nas quartas de final, nos pênaltis, em jogo no qual os atletas se estranharam em campo. "Os nossos garotos estão pensando em ir ao campo e na possibilidade de vingança. Não me preocupa em nada que falem dos pênaltis, da confusão. Nós vamos decididos a jogar no campo deles para vencer", rebateu Maradona, que ainda afirmou que Schweinsteiger estaria "nervoso" por enfrentá-los e que não tinha tempo para perder com o jogador adversário.
Já o zagueiro Demichelis, que joga no alemão Bayern de Munique há sete anos, foi mais ameno na resposta. "O que ele [Schweinsteiger] disse foi um ato de nervosismo e respeito. Tenho certeza que os alemães nos respeitam muito, ainda mais três meses depois de os termos vencido na casa deles [amistoso]", comentou.
O meia Tevez também reforçou a polêmica. Assim que foi definido o duelo com os germânicos, falou que não estava preocupado, pois "os mexicanos jogam melhor".




