
A Costa do Marfim saiu preocupada de Port Elizabeth. O empate por 0 a 0 com Portugal não estava nos planos. Por isso o jogo de domingo contra a seleção brasileira virou de vida ou morte para os marfinenses ou "a nossa final de Copa do Mundo" como diz o meio-campista Romaric, companheiro de Luís Fabiano no Sevilla.
A ambição dos Elefantes ganhou corpo depois da apagada estreia do time de Dunga contra a Coreia do Norte, na terça-feira. "Antes do Mundial, todos falavam que o Brasil iria ganhar por 5 a 0. Não foi o que eu vi. As equipes estão muito parecidas, o que é bom. Prefiro assim, senão vence o mesmo time sempre", ressalta o armador. "Se ganharmos temos grandes possibilidades de passar de fase. Mas, se não der, pelo menos o empate. O que não podemos de jeito nenhum é perder", emenda.
As frases fortes, porém, enganam. A Costa do Marfim não será necessariamente ofensiva. O sucesso parcial da retranca adotada pelos orientais servirá de inspiração para os africanos no Soccer City. A tendência é que a equipe mude um pouco suas características, optando pela precaução ou por não dar o contra-ataque ao Brasil, ponto forte da seleção sob a orientação de Dunga. "Brasil e Portugal são equipes parecidas, com vários bons jogadores. E no primeiro jogo nossa defesa se saiu muito bem. É só pensar que conseguimos parar [Cristiano] Ronaldo", explica Salomon Kalou, atacante do Chelsea. "O Brasil é um dos favoritos ao título. Teremos muitas dificuldades. Precisamos é de uma atitude positiva, de força de vontade. Temos de estar sempre juntos, compactados", completa ele.
Outra estratégia para vencer o "jogo da morte" tem o sueco Sven-Goran Eriksson como protagonista. O técnico irá levar uma série de dúvidas na escalação até domingo. A principal é se o astro Didier Drogba começará como titular (leia mais nesta página). Gervinho, Keita, Dindane e o próprio Romaric estão de sobreaviso. "Precisamos ser a Costa do Marfim. Marcar e pressionar", ensina Romaric, que começou no banco contra Portugal.




