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Ponto fraco

O verdadeiro Felipe Melo

O camisa 5 fez outra péssima partida. Parece claro que o bom futebol mostrado pelo volante na Fiorentina, que o levou à seleção, e as primeiras partidas por ela, foram exceções. O Felipe Melo real seria o que irritou a torcida da Juventus com seguidas expulsões na última temporada e jogou mal contra Zimbábue e Tanzânia. Além de cometer faltas imprudentes, deixando a preocupação com uma possível expulsão em momento importante da Copa. Ramires o substituiu no segundo tempo, jogou bem e marcou dois gols. Mas Dunga não trocaria o titular em cima da hora.

Um gol de peito, alguns bons passes e arrancadas contra a frágil Tanzânia... Porém ainda foi meio arrastada a atuação de Kaká no último amistoso antes da Copa. É verdade que ele se poupou, apesar de ter jogado o tempo inteiro, mas também é visível a falta de ritmo após uma temporada de lesões pelo Real Madrid.

O grande problema é a dependência do camisa 10 para o jogo fluir em uma faixa importantíssima do gramado, como mostra o campo ao lado – com a formação inicial do amistoso. Maicon e Michel Bastos, pelas laterais, além dos volantes Elano e Felipe Melo, avançam para compor o setor, enquanto Robinho volta para ajudar. Mas, no esquema de Dunga, Kaká centraliza a armação.

Para tomar conta do espaço, como planeja o treinador, ele precisaria estar tinindo. Até porque não foi convocado nenhum meia criativo nem sequer para a reserva.

Mas mesmo que Kaká não esteja 100%, seja na parte técnica ou física, não deixará de ser titular, tal a sua posição na hierarquia do elenco. A conse­­quência seria um time se tornar de vez refém do jogo de força para ver a bola chegar aos atacantes. Ganhariam ainda mais importância as roubadas de bola dos volantes, as jogadas de fôlego dos laterais e a bola parada.

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