
Um gol de peito, alguns bons passes e arrancadas contra a frágil Tanzânia... Porém ainda foi meio arrastada a atuação de Kaká no último amistoso antes da Copa. É verdade que ele se poupou, apesar de ter jogado o tempo inteiro, mas também é visível a falta de ritmo após uma temporada de lesões pelo Real Madrid.
O grande problema é a dependência do camisa 10 para o jogo fluir em uma faixa importantíssima do gramado, como mostra o campo ao lado com a formação inicial do amistoso. Maicon e Michel Bastos, pelas laterais, além dos volantes Elano e Felipe Melo, avançam para compor o setor, enquanto Robinho volta para ajudar. Mas, no esquema de Dunga, Kaká centraliza a armação.
Para tomar conta do espaço, como planeja o treinador, ele precisaria estar tinindo. Até porque não foi convocado nenhum meia criativo nem sequer para a reserva.
Mas mesmo que Kaká não esteja 100%, seja na parte técnica ou física, não deixará de ser titular, tal a sua posição na hierarquia do elenco. A consequência seria um time se tornar de vez refém do jogo de força para ver a bola chegar aos atacantes. Ganhariam ainda mais importância as roubadas de bola dos volantes, as jogadas de fôlego dos laterais e a bola parada.



