
Tudo o que foi feito nas preparações física e médica antes das Copas de 2002 e 2006 será repetido para o Mundial da África do Sul. As equipes das duas áreas são quase as mesmas desde o início da década e os critérios e métodos adotados também não mudaram.Na parte de condicionamento dos atletas, o preparador Paulo Paixão foi o titular há oito anos, virou auxiliar de Moraci Santanna há quatro e retomou o posto principal para o torneio de 2010.
Por mais que a política de vender ingressos para treinos abertos e tumultuados em Weggis, na Suíça, antes da Copa da Alemanha, tenha sido duramente criticada, Paixão não crê que houve problemas na parte física dos jogadores. Na época, os atacantes Ronaldo e Adriano visivelmente chegaram muito acima do peso para a fase de preparação.
Agora, mesmo sem ninguém que extrapole a balança, a comissão técnica da CBF nega que precise realizar qualquer medida diferente do Mundial anterior. Os testes físicos serão rigorosamente os mesmos.
"Se em 2006 o resultado não veio [o Brasil caiu nas quartas de final], foi por outros fatores. Na parte física estávamos no mesmo nível das melhores seleções", justifica-se Paixão.
Após a conclusão das avaliações médicas, os testes físicos tomarão conta dos campos do CT do Caju. O meia Kaká e o atacante Luís Fabiano ainda não devem ter a carga máxima de exigência nas suas provas, pois recuperam-se de lesões que, por ora, não preocupam.A situação dos dois titulares absolutos de Dunga serve de exemplo para as estratégias do departamento médico da seleção. José Luís Runco já estava na CBF durante a conquista do penta, em 2002, na Coreia do Sul e no Japão. Lá, cortou o volante Émerson antes da estreia. Quatro anos depois, o zagueiro Edmílson foi dispensado durante o período de preparação.
Assim como nas outros dois Mundiais, antes da estreia no dia 15, contra a Coreia do Norte, a seleção fará dois amistosos em continente africano. Os locais e adversários que devem ser de baixo nível técnico já foram definidos, mas ainda não divulgados pela CBF.



