
Dunga surpreendeu e convocou o atacante Grafite para defender a seleção brasileira na Copa do Mundo na África do Sul. Ele entra na vaga de Adriano, que foi preterido. O jogador do Flamengo, ao saber da notícia, teria chorado segundo declarou seus amigos.
Na lista para a Copa, Dunga preferiu apostar na continuidade do grupo com quem trabalha há bastante tempo praticamente desde que assumiu o cargo, no segundo semestre de 2006.
É o caso de jogadores como Júlio César, Maicon, Lucio, Gilberto Silva, Elano, Kaká e Robinho, que formam a base da seleção.
Mas, apesar de pregar a "coerência", Dunga incluiu na lista um jogador que fez um único jogo sob seu comando na seleção: Grafite.
O atacante do Wolfsburg defendeu o Brasil num amistoso contra a Irlanda, em março, quando jogou apenas parte do segundo tempo. De acordo com o técnico, ele soube aproveitar sua chance, ao contrário de Adriano, que vem enfrentando seguidos problemas fora de campo.
A supresa da lista preferiu sair de casa e ficar ao lado de seu cão yorkshire, Indy, esperando pelo anúncio. "Quis sair daquela tensão, tinha um monte de gente na frente da TV. Daí pensei: Se escutar uma gritaria é porque estou na lista. Se minha esposa ou meu empresário saírem da casa e virem andando devagar na minha direção, a coisa não vai ser boa, disse.
Dunga também desfez outras dúvidas. Na lateral-esquerda, por exemplo, ele preferiu apostar em dois jogadores que jogam no meio de campo em seus clubes: Gilberto (Cruzeiro) e Michel Bastos (Lyon).
Também lembrou do volante Kleberson, que está no Flamengo e foi pentacampeão mundial em 2002. E optou pelo goleiro Gomes, do Tottenham, em detrimento de Victor, do Grêmio.
O treinador afirmou ainda que teve seus motivos para convocar atletas que hoje estão no banco de reservas em suas equipes, caso de Julio Baptista e de Doni, ambos da Roma (Itália): coerência e comprometimento.






