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fase final

Vai ficar bom?

Estádio com o gramado mais avariado e com menor taxa de ocupação do público abriga clássico entre brasileiros e holandeses

Funcionários trabalham para colocar em ordem o Estádio Mandela Bay, em Port Elizabeth, palco do primeiro jogo das quartas de final da competição, entre Brasil e Holanda: praça esportiva estava fechada ontem para os cuidados emergenciais | Valterci Santos/Gazeta do Povo – enviado especial
Funcionários trabalham para colocar em ordem o Estádio Mandela Bay, em Port Elizabeth, palco do primeiro jogo das quartas de final da competição, entre Brasil e Holanda: praça esportiva estava fechada ontem para os cuidados emergenciais (Foto: Valterci Santos/Gazeta do Povo – enviado especial)

Foi demais, e o Estádio Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth, mostrou uma resistência bem menor do que o líder que lhe deu o nome. Ontem, a dois dias da partida entre Brasil e Holanda, pelas quartas de final da Copa do Mundo da África do Sul, o local estava fechado e protegido por policiais. O motivo: recebia cuidados emergenciais, bem mais sérios do que apenas um esparadrapo – o que não permitirá mais uma vez o reconhecimento do campo, hoje.

No gramado, cerca de 20 pessoas trabalhavam pesado na recuperação do piso. Carrinho de mão, grama nova, e uma máquina para fixar e nivelar as novas partes do campo que estavam sendo trocadas. O problema enfrentado pela África do Sul com seus estádios, pelo pouco número de sedes (nove), não é novidade. Mas ainda não havia chegado a esse ponto.

"Não pode tirar fotos nem ficar aqui. Por favor. Vamos, vamos", pedia o policial que foi pego de surpresa com a chegada da reportagem, saindo de uma porta que dava acesso aos vestiários. Mesmo assim as fotos foram feitas e o policial, ainda simpático, avisou. "É que estão arrumando e não querem mostrar. Mas vai ficar bom, vai ficar bom."

O Nelson Mandela Bay é um dos estádios que terá maior número de jogos da Copa. Junto do Soccer City, em Johannes­­burgo, e o Green Point, na Cidade do Cabo, todos abrigarão oito partidas cada.

O maior problema do campo de Port Elizabeth, no entanto, é que enquanto os outros tiveram sempre no mínimo dois dias de descanso entre uma partida e outra, o Mandela Bay teve seus últimos três jogos em apenas seis dias, ou seja, uma média de apenas um dia de intervalo.

O jogo de amanhã será o sétimo no estádio, e pode escancarar um outro problema da sede: a frequência de público. Até neste momento o Mandela Bay nunca lotou. Sem­­pre foi possível se ver, entre o público, várias cadeiras vazias.

A capacidade da praça esportiva é de 42.486 assentos. Mas sobraram 11 mil lugares no jogo entre Coreia do Sul e Grécia, 5 mil entre Portugal e Costa do Marfim, 4 mil em Alemanha e Gana, 8 mil ausências para Chile e Suíça, outro 5 mil entre Inglaterra e Eslovênia e, no último sábado, havia 12 mil lugares desocupados para o confronto entre Uruguai e Coreia do Sul.

Há o fato de que o estádio ainda não abrigou um grande jogo como Brasil e Holanda, mas mesmo esse argumento não é totalmente convincente. Afinal, ontem, na antevéspera da partida que definirá o primeiro semifinalista do torneio, ainda existiam cerca de 2,5 mil ingressos oficiais à venda no site da Fifa.

É só digitar o número do cartão de crédito, desembolsar entre US$ 200 e US$ 300 dólares, respectivamente classe 1 e 2, com cadeiras posicionadas no meio do campo, e depois retirar na central de tíquetes da entidade, no centro da cidade, sem fila nenhuma.

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