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Copa 2014

2012 será o ano da infraestrutura para a Copa 2014

Para não dar vexame no Mundial, Brasil precisa tirar do papel obras de mobilidade urbana e nos aeroportos. Estádios são o menor dos problemas

Obras na maioria dos estádios, como o Mineirão, seguem em ritmo intenso: os palcos são o menor problema do Brasil na organização da Copa de 2014 | Pedro Silveira/AFP
Obras na maioria dos estádios, como o Mineirão, seguem em ritmo intenso: os palcos são o menor problema do Brasil na organização da Copa de 2014 (Foto: Pedro Silveira/AFP)
O Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, é um dos que já não conseguem atender à demanda |

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O Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, é um dos que já não conseguem atender à demanda

É a última chance para o Brasil não fazer feio em 2014. O país ignorou a passagem do tempo. Quando caiu no seu colo a missão de receber a Copa do Mundo, tinha sete anos para trabalhar. Era 2007. Exagerou-se na morosidade, falou-se muito e trabalhou-se pouco. Ago­­ra, faltando um ano para a Copa das Confederações e dois até o prato principal, 2012 terá de ser o ano da infraestrutura.

Estádios

A barreira menos dramática pa­­re­­ce ser a dos estádios. A responsabilidade, porém, aumenta à medida que a maioria tem previsão de conclusão para dezembro de 2012. Apenas Natal, Ma­­naus e São Paulo não se comprometeram com esse prazo.

A Arena da Baixada não será finalizada no ano que vem. Desde que os trabalhos foram iniciados, em 4 de outubro, apenas um buraco foi cavado. Faltava dinheiro para mergulhar de vez na reforma. A intenção do novo presidente do Atlético, Mário Celso Petraglia, é intensificar o ritmo da obra para entregá-la em março de 2013.

O Beira-Rio, de Porto Alegre, é o favorito a atrasar. Questões burocráticas paralisaram a reforma por seis meses. Apesar de a cidade estar fora do evento-teste de 2013, a retomada precisa vir logo, até porque a Arena do Grêmio assume cada vez mais o papel de sombra.

Mobilidade

As soluções urbanísticas foram apresentadas, mas quase nada saiu do papel. Não à toa, em passagem pela ca­­pital paulista, em novembro, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, chamou o trânsito local de "pesadelo".

Estão previstos R$ 12,4 bilhões para ruas, estradas, viadutos e transporte público. Até novembro, data da última fiscalização do governo federal, apenas R$ 2,4 bilhões haviam sido contratados efetivamente. Pior ainda: somente R$ 256 milhões foram gastos.

Em Curitiba, por exemplo, o projeto inicial apontava a conclusão das benfeitorias até o fim de 2012. Apenas um trecho do corredor metropolitano ficaria para o ano seguinte. Aos poucos, os planos foram mudando – leia-se, eram adiados. A última promessa feita por estado e prefeitura ao governo federal é de iniciar todas as obras em 2012. Finalização mesmo, espera-se apenas a da extensão da Linha Verde sul.

Duas obras importantes têm licitações previstas para o primeiro semestre: o corredor da Avenida Cândido de Abreu e a requalificação da Rodoferroviária e acessos.

Aeroportos

Nem precisaria uma Copa para sobrecarregar os aeroportos brasileiros. A estrutura é incompatível com o movimento. Em 10 das 12 subsedes a demanda está acima da capacidade desde 2009. Recife e Salvador eram as exceções. Talvez por isso os terminais das duas cidades estejam na lista dos que ainda não haviam começado e ser reformados até setembro, ao lado de Belo Horizonte, Fortaleza e Manaus.

O Afonso Pena, em São José dos Pinhais, tem sido fechado à noite para a troca do asfalto da pista, execução de ranhuras e substituição das luminárias. Pelo cronograma, o trabalho segue até maio. Com as obras, o local poderá receber o ILS-3, sistema que permite manobras com baixa visibilidade.

A única inauguração prevista para 2012 é a do Augusto Severo, em Parnamirim, na Grande Natal. A Infraero anunciou em dezembro que a conclusão das obras foi adiada para maio.

Polêmica

Ponto polêmico nas obras da praça esportiva curitibana, a de­­sapropriação de 11 terrenos para a conclusão da Arena da Baixada precisa tomar um direcionamento final em 2012. As autoridades públicas prometem não desistir da empreitada; os moradores, por sua vez, garantem que baterão o pé por uma compensação justa. O clima vai esquentar.

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