
O Atlético deu uma trégua ao silêncio que norteia a sua administração e especialmente no tocante às obras da Arena. Dois meses após ser cobrado por informação e transparência na última audiência da Câmara Temática de Estádios, ontem, o novo encontro do grupo, organizado pela secretaria de Assuntos da Copa 2014, contou com a presença do arquiteto uruguaio Carlos Arcos. Responsável pela adequação do estádio rubro-negro para o Mundial, ele apresentou um detalhamento pouco conhecido do público sobre o projeto.
Do cronograma às cores, da grama ao legado, o arquiteto exibiu na reunião, realizada na Federação Paranaense de Futebol (FPF), a mesma apresentação previamente feita pelo clube a representantes da Fifa. A audiência teve a participação de representantes de órgãos públicos como Sanepar, Ippuc, Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), Tribunal de Contas, Compagás e Polícia Militar, entre outros.
Quanto ao tom da nova casa atleticana, nada de vermelho e preto. "O estádio será neutro. Branco e cinza claro [por dentro e por fora]. Sendo então decorado por quem usar da cor que quiser, com banners e luzes, pois será um estádio para muitos eventos. Se a Shakira vier tocar e quiser um estádio amarelo, vai decorar de amarelo", exemplificou Arcos.
A apresentação mostrou cada passo previsto para o andamento da obra, com término esperado para março de 2013, com mais três meses de finalização até a entrega. Entre os últimos detalhes agendados para este período, está programado o plantio no novo piso.
"Teremos um dos melhores gramados do país, com uma grama de inverno misturada a 36% de grama sintética. Haverá ainda um aquecimento do campo, através de serpentinas, para manter a temperatura ideal e solucionar o problema do sombreamento da grama. É uma tecnologia desenvolvida há décadas na Europa", explicou.
A explanação do arquiteto coincidiu com a divulgação, na quarta-feira, dos novos balanços do governo federal sobre as obras da Copa. Ele contestou os números que classificaram a Arena com apenas 11% do cronograma realizado. Segundo ele, a construção já teria avançado até 19%.
"Não é contada também a obra já realizada. Com isso, temos 40% do estádio pronto. Outros estádios saíram do zero", completou o arquiteto, que não quis se aprofundar no avanço dos valores da obra, insistindo nos R$ 184,6 milhões anteriormente orçados, e que hoje já estariam em R$ 234 milhões. "O resto são impostos", resumiu.




