
A invasão latina testará a capacidade da torcida brasileira de fazer prevalecer a maioria na arquibancada. Amanhã, o predomínio amarelo no Castelão será quebrado por uma enorme mancha verde. São esperados 17 mil turistas mexicanos em Fortaleza entre hoje e quarta-feira, para o jogo entre Brasil e México. É o suficiente para ocupar um quarto do estádio.
Boa parte chega à capital cearense hoje. Um cruzeiro atraca às 5h30 no Porto do Mucuripe com 3,5 mil mexicanos, na inauguração do Porto do Mucuripe. Entre 7h30 e 14 horas desembarcam no Aeroporto Pinto Martins 16 voos, com 3,6 mil passageiros vindos do país norte-americano.
Desde sexta-feira já há vários mexicanos na cidade. Ontem, cerca de 300 foram para a frente do hotel acompanhar a chegada da delegação.
"Não temos o mesmo talento do Brasil, mas o fanatismo da nossa torcida só é comparável no mundo ao de escoceses e holandeses. Vamos gritar mais alto que os brasileiros", disse Carmelo Chávez, que assiste à sua oitava Copa in loco.
Uma torcida fanática e peculiar. Sombreros e máscaras de luta livre são acessórios obrigatórios. Uma versão em espanhol de Tá chegando a hora é o hino. E há espaço para figuras como Elias de Souza Aguiar, de 48 anos, sul-mato-grossense de Corumbá que mora no México desde 1986.
Foi para lá assistir à Copa, conheceu uma mexicana e ficou no país. Está no sétimo mundial, todos sobre uma bicicleta de 3,3 m de altura e 3,5 m de comprimento fabricada por ele mesmo. A saga de 2014 começou há 14 meses. O viajante desceu da Cidade do México até o Panamá pedalando, pegou um avião até o Recife e voltou para a estrada. Sempre escoltado por uma camionete dirigida pelo filho, Elias Júnior, que nasceu durante a Copa da Itália, em 90.
"Há quatro anos minha mulher cansou de viajar e me deixou, mas eu não cansei", conta Aguiar, um dos símbolos da invasão mexicana.



