
Projetos voltados para a Copa do Mundo de 2014, como obras viárias e transporte coletivo, foram priorizados no remanejamento de recursos da prefeitura de Curitiba. A infraestrutura urbana (acessibilidade, iluminação, sinalização, construção de ruas da cidadania, entre outros) teve um inchaço no orçamento, passando de R$ 351,9 milhões para R$ 409,2 milhões.
Mas, na prática, a elaboração de estudos e a execução de obras praticamente não saíram do papel no primeiro semestre. Dos R$ 126,3 milhões previstos para o Programa Copa 2014, apenas R$ 8 milhões foram empenhados entre janeiro e junho ou seja, apenas 6,3%. Os projetos envolvidos são a ligação do aeroporto com a Rodoferroviária; ligação urbana entre Água Verde e Bigorrilho; obras na parte Sul da Linha Verde; reforma da Rodoferroviária e nas vias de acesso; reforma do terminal Santa Cândida; reformulação da Avenida Cândido de Abreu; revitalização da Avenida Marechal Floriano Peixoto a qual está em fase mais adiantada ; e pavimentação definitiva de vias.
Dentro dessa área, houve alguns projetos que perderam verbas, como a elaboração de estudos para o contorno ferroviário. Estavam previstos R$ 156 mil para esse fim, mas, pelo remanejamento da prefeitura, apenas R$ 6 mil serão gastos ao longo do ano.
Passado ecológico
Pelos investimentos da prefeitura de Curitiba no primeiro semestre de 2011, a fama de "cidade ecológica" ficou no passado. A gestão ambiental está entre as áreas que menos receberam recursos no período: os R$ 82,6 milhões previstos foram reduzidos para R$ 69,8 milhões.
Do total orçado para o ano, apenas 42% foram empenhados entre janeiro e junho. O empenho sinaliza que o poder público efetivamente vai destinar recursos para aquele fim.
Entre os programas afetados estão o de recuperação de áreas degradadas e controle ambiental. Eles se referem, por exemplo, à implantação e revitalização de áreas de lazer e de bacias hidrográficas, como a do Rio Barigui. No caso das áreas degradadas, apenas 0,3% do previsto foi usado nos primeiros seis meses do ano.
Há outras áreas que não receberam verba nenhuma no período, mas que têm um orçamento bem baixo. É o caso da promoção industrial, com orçamento estimado em R$ 912 mil para todo o ano. Para a área de ciência e tecnologia também não houve empenhos, de um total de R$ 9,7 milhões previstos para serem aplicados em difusão de conhecimento científico e tecnológico ao longo de 2011.




