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copa 2014

‘Guerra’ embala treinos da seleção em Teresópolis

"Não quer contato físico, vai jogar tênis", diz David Luiz, comprando ideia de Felipão de que treino é jogo e jogo é guerra

Na cartilha de Luiz Felipe Scolari, treino é jogo e jogo é guerra. Ideologia assimilada e posta em prática pela seleção brasileira. Em todos os treinos com bola em Teresópolis houve divididas, carrinhos e pegadas firmes. Nem nas rodas de bobinho os jogadores tiram o pé. "Contato físico é uma coisa normal do futebol. Não quer contato físico, vai jogar tênis que tem uma rede no meio e ninguém toca em ninguém", disse o zagueiro David Luiz.

A resposta natural do defensor agrada Felipão. O treinador entende que a atividade do dia a dia deve ser o mais similar possível a um jogo. "Não tem como simular num treino, ou não dividir uma bola. Se acontecer alguma coisa errada [lesão] é normal. Acontece nos clubes também. Eles têm de se empenhar e estão fazendo isso", afirmou o treinador.

Se pegada é sinônimo de empenho, Daniel Alves pode se considerar em alta com o chefe. O lateral não alivia nunca. Ontem, ele acertou o tornozelo direito de Bernard no bobinho. O atacante chegou a sair da roda, mas depois treinou normalmente. Na véspera, Bernard havia levado uma chegada de Neymar e Luiz Gustavo reclamou de uma solada de Jô. Tudo calculado, segundo David Luiz.

"Muitas vezes a gente consegue dar o breque e tirar o pé, em outras vai pegar um pouquinho. Ninguém quer machucar ninguém, ninguém quer tirar ninguém da Copa. Mas também ninguém está treinando para brincar", afirmou o zagueiro.

Em 2002, uma contusão em treino tirou o volante Emerson da Copa. Ele treinava como goleiro, pois seria o encarregado de vestir as luvas caso Marcos fosse expulso e o time já tivesse feito as três substituições. A pegada deve ficar ainda mais firme hoje e amanhã, para quando estão previstos dois treinamentos coletivos. Ao fim das atividades, a comissão técnica define quem será poupado do jogo de terça-feira, contra o Panamá, em Goiânia. Como a Fifa permite no máximo seis substituições em amistosos, seis jogadores devem ficar em Teresópolis.

"Cada um está brigando pelo seu espaço sem prejudicar ou machucar o companheiro. Treinamento é importante para ganhar uma vaga e eu vou tentar ganhar uma", afirmou o meia Willian.

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