
O fantasma do corte está assombrando a seleção brasileira. No treinamento de ontem, na Granja Comary, o atacante Hulk sentiu uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda e é dúvida para a sequência do torneio. É incerta a presença dele diante do México, amanhã, às 16 horas, em Fortaleza. Na preparação em Teresópolis, o técnico Luiz Felipe Scolari promoveu a entrada do volante Ramires. O meia Willian e o atacante Bernard também podem ser aproveitados no time.
O departamento médico do Brasil não se pronunciou sobre a contusão e a possibilidade de exclusão do torneio. José Luiz Runco, chefe do setor, considerou dispensável uma manifestação logo em seguida. O temor de Hulk, entretanto, era indisfarçável. Na entrevista coletiva, o camisa 7 foi bombardeado pelos jornalistas. Tratou como uma "dorzinha" apenas, mas, por diversas vezes, deixou em aberto o seu futuro na competição.
"Preocupar, sempre preocupa. Saí muito triste, pensando no pior. Depois da conversa com profissionais experientes, deu uma aliviada. Não tenho religião, mas peço sempre para Deus. Pedi que não seja nada grave", comentou Hulk.
O incômodo persiste desde a semana passada. Mesmo assim, o avante foi escalado para a estreia diante da Croácia, em São Paulo. Ontem, com 10 minutos de atividade, o jogador deixou o gramado após sentir uma puxada no músculo em uma finalização a gol. Cabisbaixo, com a mão na região da dor, caminhou para o banco de reservas.
Por diversas vezes, o representante do russo Zenit falou em sacrifício em nome do sonho de disputar o Mundial na terra natal. "Vou até quando sentir que não dá mesmo. Em se tratando de Copa, temos que enfrentar todo tipo de problema. Mas não posso fazer loucuras", afirmou.
Caso não entre em campo contra os mexicanos, a ausência será ainda pior por ser um compromisso no Nordeste, no Ceará. Paraibano orgulhoso de suas raízes, Hulk contará com a presença dos familiares no Castelão, amanhã à tarde. "Eu queria muito jogar, pois meus parentes vão estar no estádio. Mas quem decide isso é o Felipão", declarou.



