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Infraestrutura

Legado da Copa sofre mais duas baixas em Curitiba

Já são quatro as obras de mobilidade urbana que não ficarão prontas antes do Mundial. Estado e município tentam agora não perder verbas federais

Obras do Terminal Santa Cândida, na capital paranaense, avançaram apenas 30% | Daniel Isolani/Gazeta do Povo
Obras do Terminal Santa Cândida, na capital paranaense, avançaram apenas 30% (Foto: Daniel Isolani/Gazeta do Povo)

O propagado legado que a Copa do Mundo da Fifa deixará para o país sofreu mais duas baixas neste mês. As requalificações da alça de acesso da Avenida Senador Salgado Filho e do Terminal Santa Cândida, em Curitiba, não serão concluídas a tempo do evento. Apesar de prometerem que as intervenções ainda serão realizadas, governo do estado e prefeitura de Curitiba agora negociam com o Ministério das Cidades formas de não perder os recursos até então garantidos.

INFOGRÁFICO: Veja as obras planejadas para a Copa e que não ficarão prontas até o mundial

Com essas duas baixas, ago­­ra são quatro as interven­ções de mobilidade urbana previstas na Matriz de Responsabilidades que não ficarão prontas a tempo do evento. Antes delas, o governo estadual já havia retirado do PAC da Copa o Corredor Metropolitano e a prefeitura de Curitiba havia cancelado a requalificação da Avenida Cândido Abreu.

A Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) informou que pediu ao Ministério das Cidades a migração da obra na Avenida Senador Salgado Filho para o PAC Mobilidade Urbana como forma de não perder a verba empregada pelo governo federal. A intervenção chegou a ter a proposta de R$ 5,7 milhões da Trasacon Saneamento e Construções declarada vencedora da licitação, mas o contrato não foi assinado.

"Quando das desapropriações, três dos quatro proprietários de imóveis entraram na Justiça. O que era para custar R$ 3 milhões acabou em R$ 13 milhões e a Procuradoria Geral do Estado (PGE) não autorizou os pagamentos. Já recorremos e conseguimos baixar para R$ 8 milhões, mas ainda está muito acima", explicou Sandro Setim, diretor técnico da Comec.

Para Mário Celso Cunha, coordenador geral da Copa no Paraná, o fato dessa obra não ficar pronta até junho não trará prejuízos para a cidade. "Não tem nenhum impacto para o Mundial. As mais importantes, como os corredores Aeroporto-Rodoferroviária e Marechal Floriano, serão entregues até maio. Além disso, mesmo que depois da Copa, o governo estadual garante que irá concluir a requalificação na Salgado Filho", afirmou.

Já a requalificação do Ter­minal Santa Cândida, cuja ligação com a Copa sempre foi questionada devido sua distância para a rede hoteleira e a Arena da Baixada, até saiu do papel, mas o porcentual de execução físico-financeiro estava em apenas 30% no último mês de dezembro. Devido ao ritmo lento em que a obra é tocada, a prefeitura admitiu ontem, pela primeira vez, que os trabalhos no terminal não serão concluídos antes do mundial.

"Já encaminhamos um ofício ao governo federal para saber se precisamos pedir a migração de PAC. Mas o secretário Luis Fernandes [secretário executivo do Ministério dos Esportes] sinalizou que é possível deixar como está sem perder os recursos. Depois da resposta, estabeleceremos novo cronograma", disse Reginaldo Cordeiro, secretário municipal da Copa.

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