Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Estádio

Manobra judicial não funciona e retomada das obras na Arena depende de vistoria nesta sexta

Visita de grupo técnico avaliará se foram tomadas providências para evitar risco aos trabalhadores. Em coletiva, Petraglia critica rigor excessivo

Mario Celso Petraglia, presidente do Atlético e da CAP S/A, em entrevista coletiva nesta quinta-feira | Albari Rosa / Gazeta do Povo
Mario Celso Petraglia, presidente do Atlético e da CAP S/A, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (Foto: Albari Rosa / Gazeta do Povo)

A juíza Eneida Cornel negou o pedido de mandado de segurança protocolado pelo Atlético nesta quinta-feira (3) no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para tentar suspender o embargo das obras na Arena da Baixada.

A liberação para continuar os trabalhos no estádio pode ser dada na manhã desta sexta-feira. A juíza determinou que representantes do Grupo Móvel de Auditoria de Condições de Trabalho em Obras de Infraestrutura (GMAI) façam uma vistoria no canteiro de obras às 9 horas para verificar se os problemas de segurança que levaram ao embargo foram sanados. Caso não estejam no local, um perito judicial fará a avaliação.

A tentativa do mandado de segurança por parte do clube sucedeu à negativa de retomada das obras em audiência no TRT na manhã desta quinta-feira, com a juíza do Trabalho Lorena de Melo Colnago.

Foi ela quem determinou a paralisação da reforma, atendendo a uma ação civil pública de julho, que apontava riscos à segurança dos trabalhadores no estádio. A ação foi reforçada por um relatório do GMAI, órgão subordinado ao Ministério do Trabalho, que realizou vistoria na Baixada, entre 16 e 27 de setembro, e detectou "grave risco de soterramento de trabalhadores, atropelamento e colisão, queda de altura e projeção de materiais, dentre outros".

Na audiência, a juíza informou ao clube que as obras serão liberadas se o próprio GMAI atestar nesta sexta-feira as melhorias feitas pela CAP S/A, gestora da reforma e ampliação do estádio, e apresentadas à Superintendência Estadual do Ministério do Trabalho.

Apesar da possibilidade de liberação, o Atlético decidiu entrar com o mandado de segurança por considerar excessivamente rigorosos os critérios do GMAI. Essa posição foi exposta nesta quinta, pelo presidente do clube e da CAP S/A - sociedade de propósito específico que gerencia a obra -, Mário Celso Petraglia, em entrevista coletiva.

"Fomos pegos de surpresa pela visita do GMAI. Esse pessoal entrou na nossa obra e criou um clima de terror, de que está tudo errado, de que vai parar. Não me lembro de outras obras interditadas e nas outras tivemos acidente grave, óbito até. Nós, no máximo marteladas, e interdição", afirmou Petraglia, que chegou a levantar suspeita de motivações escusas na atuação do grupo de fiscalização.

Segundo Petraglia, as correções foram sendo feitas durante a própria vistoria e ao fim dela foi elaborado um relatório com inúmeras imagens, comprovando os ajustes. Ele acrescentou que o material foi encaminhado à Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e aceita, mas acabou sendo insuficiente para evitar o embargo judicial.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.