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| Foto: Sandro Nascimento / Alep

O novo secretário de Esporte e Turismo do Paraná, Douglas Fabrício (PPS), não tem relação alguma com o esporte. Eleito deputado estadual pela terceira vez – licenciou-se para assumir o cargo a pedido do governador Beto Richa –, garante que a carreira na política vai superar o desconhecimento e o baixo orçamento da pasta.

Ao menos uma polêmica que cercou o esporte paranaense nos últimos anos ele já tirou da sua mesa. A verificação do pagamento dos empréstimos ao Atlético para a reforma da Arena da Baixada, visando à Copa de 2014, será feita pelo Palácio Iguaçu e a Fomento Paraná. "Não há nada que a secretaria possa fazer", diz.

O sr. se sente preparado para ser secretário de Esporte mesmo não tendo ligação com a área?

Estou à frente da Secretaria de Esporte e Turismo, é preciso lembrar bem disso. Sou formado em Administração e tenho especialização em gestão de projetos. Essa experiência em gestão será muito importante para mim na secretaria. E a experiência política que tenho me dá capacidade para desempenhar o melhor papel. E o meu papel é atender o povo, fazer valer o cargo, deixando a política de lado.

Esse aspecto político fica somente no seu nome ou em outras funções na secretaria?

Tenho um perfil técnico e vou valorizar o trabalho técnico para que, junto com a força política, as coisas aconteçam bem aqui. Os profissionais daqui fizeram concurso público e dedicaram a vida ao esporte. Eles precisam ser valorizados.

Qual será o envolvimento da secretaria na resolução da divisão do pagamento da Arena da Baixada, reformada para a Copa?

Não há nada que a secretaria de Esporte possa fazer a respeito disso. Quem vai cuidar do assunto é a Fomento Paraná e o governo.

O ginásio do Tarumã completa 50 anos neste mês e permanece sem uma solução. O que será feito?

Ainda vamos discutir melhor isso. Já surgiram algumas ideias, inclusive de transformar o Tarumã numa espécie de museu esportivo. Temos referências desse tipo em outros estados e pode ser um caminho. E também a transformação em uma arena multiuso. Falta um espaço desse tipo na capital. Mas qualquer que seja o destino, vamos precisar de investimento. O governo do estado quer muito uma solução e vamos avançar na discussão.

O cenário financeiro não é muito animador…

Qualquer projeto depende de recurso, não tem como fazer diferente. E estamos vivendo um momento de redução de custos. Vamos buscar parcerias público-privadas e recursos federais. Nesse momento precisamos ser criativos. Temos um orçamento pequeno [R$ 55 milhões para 2015, junto com Turismo]. É preciso reconhecer que o estado tem algumas prioridades, como saúde, educação e segurança.

Diante disso, o alto rendimento fica de lado?

Vamos incentivar o TOP 2016 [Talento Olímpico do Paraná], criado na gestão passada para o alto rendimento. O programa será mantido.

E o incentivo à prática de esportes, principalmente nas escolas, de que forma será feito?

É a nossa prioridade. Quanto mais gente estiver no esporte, mais economizaremos na saúde. Se os jovens estiverem no esporte desde cedo, podemos economizar na segurança pública. O esporte precisa ser usado para termos um bom futuro para os cidadãos. Vamos buscar uma aproximação grande com a secretaria de Educação para realizar projetos esportivos.

Ex-secretário da Copa muda de função

Nove profissionais que pertenciam à secretaria de Esporte e Turismo e que estavam alocados na secretaria estadual para Assuntos da Copa desde 2010 foram exonerados logo após a pasta ter sido extinta, em julho do ano passado. O retorno deles ao antigo quadro, porém, vai depender da vontade do novo secretário, Douglas Fabrício.

Em compensação, o secretário especial da Copa, Mario Celso Cunha, deve permanecer no governo.

Também exonerado depois do Mundial, ele aguarda um posicionamento do governador Beto Richa para saber qual cargo que deve assumir nesse mandato. É provável que seja na Casa Civil ou mesmo no gabinete de Richa.

"Sou um operário à disposição do governador. E vou continuar na equipe. Pela experiência que adquiri na secretaria de Copa, vou poder ajudar outras áreas e outras secretarias do governo", disse Cunha, que espera ter a decisão para onde vai até a próxima semana.

Apesar da proximidade do ex-vereador e ex-deputado com Richa, o governador acomodou o PPS na pasta de Esporte para a gestão atual. Optou, assim, pelo deputado estadual Douglas Fabrício, em detrimento de Cunha, que seria um caminho natural de continuidade.

"Foi uma situação política normal, do governador mesmo, que sempre acontece nesse período. Mas nem tinha essa intenção de ficar com secretaria de Esporte", completou o ex-secretário, evitando o conflito.

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