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Pelos cálculos atleticanos, poder público investirá mais R$ 30,8 mi na Arena

Além de recursos do município e do estado, estádio terá financiamento do BNDES, além de montante do próprio clube

Segundo o secretário municipal da Copa, Luiz de Carvalho, diagrama do Atlético das contas da Arena está errado | Daniel Castellano / Gazeta do Povo
Segundo o secretário municipal da Copa, Luiz de Carvalho, diagrama do Atlético das contas da Arena está errado (Foto: Daniel Castellano / Gazeta do Povo)

O Atlético divulgou oficialmente nesta sexta-feira (16) o esquema financeiro para viabilizar as obras da Arena da Baixada para a Copa de 2014. De acordo com os dados apresentados no site da CAP/SA, empresa criada para concluir a obra, 33,4% da reforma do estádio será paga pelo clube. Os 66,6% restantes, no entanto, serão bancados pelo poder público. Pelos cálculos atleticanos, o valor final da reforma é de R$ 184,6 milhões.

No diagrama publicado pelo clube, além dos R$ 92,2 milhões de potencial construtivo cedidos pela prefeitura de Curitiba, aparecem outros R$ 30,8 milhões que viriam do governo estadual e do próprio município como "recursos próprios" (R$ 15,4 milhões de cada um).

O secretário municipal da Copa, Luiz de Carvalho, porém, garante que o diagrama está errado e que o montante não sairá dos cofres do tesouro público. A diferença, segundo ele, é explicada pelo potencial construtivo, aprovado há dois anos, cujo valor foi corrigido durante esse período. "Quando se fala nesses R$ 15 milhões restantes, é a correção do potencial construtivo pelo CUB [Custo Unitário Básico]", disse. Conforme o político, os outros R$ 15,4 milhões do governo também sairiam da valorização do potencial construtivo.

Porém, de acordo com cálculo baseado no CUB, os R$ 92,2 milhões de créditos do potencial construtivo nem sequer ultrapassariam R$ 100 milhões neste momento.

O Atlético ficaria responsável por R$ 46,2 milhões do custo total da obra da Arena da Baixada – além do incremento (segundo o clube, já investido) de R$ 15,4 milhões.

Na conta também está o valor de R$ 138,4 milhões de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), via governo do estado, pela agência Fomento Paraná. Como garantia real estão o potencial construtivo e o CT do Caju, avaliado no balanço do Atlético de 2010 por R$ 33.964.700, além de futuros recebíveis da praça esportiva. O imóvel e os frutos do Joaquim Américo foram empenhados pelo valor de R$ 46,2 milhões.

Ao site da CAP/SA, o presidente do Atlético, Mario Celso Petraglia, afirmou que o clube não sofre risco com o modelo transação.

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