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Copa 2014

Petraglia admite erro na avaliação do orçamento da Arena

Presidente do Atlético afirma que exigências da Fifa não foram bem avaliadas no início das obras no estádio

Petraglia explicou o atraso nas obras da Arena da Baixada após a confirmação do estádio na Copa | Hugo Harada / Gazeta do Povo
Petraglia explicou o atraso nas obras da Arena da Baixada após a confirmação do estádio na Copa (Foto: Hugo Harada / Gazeta do Povo)

O presidente do Atlético, Mario Celso Petraglia, admitiu na tarde desta terça-feira (18) que o clube não avaliou corretamente o custo da reforma da Arena da Baixada para ser adaptada aos padrões da Fifa. O anúncio foi feito no Congresso Técnico das Seleções em Florianópolis, logo após o secretário-geral da entidade Jérôme Valcke, confirmar a manutenção da cidade na Copa do Mundo.

Confira imagens da vistoria da Fifa na Arena da Baixada

"Lamentavelmente as exigências da Fifa não foram bem-avaliadas inicialmente por nós. Imaginávamos que com menos recursos poderíamos cumprir essas exigências", lamentou Petraglia, após chegar atrasado ao evento em Santa Catarina, junto com o secretário municipal para a Copa, Reginaldo Cordeiro, e o coordenador para assuntos do Mundial do governo estadual, Mario Celso Cunha.

O orçamento inicial para adequar o estádio era de R$ 135 milhões em 2011, valor que saltou para R$ 330 milhões, um aumento de 144%. O principal motivos para esse incremento, argumenta o dirigente rubro-negro, foi a mudança no caderno de encargos da Fifa a partir das Copas de 2006 e 2010.

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Considerado o estádio mais moderno do país em 2009, quando Curitiba foi confirmada como sede da Copa, o Atlético percebeu que para sediar um Mundial o avanço teria de ser muito grande. "As exigências eram infinitamente maiores, com toda a razão, em busca de buscar tecnologia de ponta, o que tem melhor no mercado", continuou Petraglia.

Agradecimentos

Os representantes paranaenses que estiveram em Florianópolis agradeceram a Fifa pelo voto de confiança ao confirmar Curitiba como sede. "Enfrentamos um momento de crise e agradeço à Fifa e ao COL pelo alerta. Isso mostrou unidade entre o Clube Atlético Paranaense com os técnicos do município e do Estado. O Jérôme Valcke (secretário-geral da Fifa) puxou a nossa orelha. Valeu para que pudéssemos acordar", afirmou Reginaldo Cordeiro, representante do município.

Desde que a Fifa deu um ultimato em janeiro, o gramado foi implantado, 15 mil cadeiras foram instaladas, a cobertura foi praticamente concluída e já estão sendo feitas obras no entorno no estádio.

O dinheiro para isso está sendo passado pela Fomento Paraná, do governo do Estado, enquanto não sai o financiamento de R$ 65 milhões do BNDES. A expectativa é que a obra chegue a 1.500 operários nos próximos dias, contra 980 trabalhadores que estavam no canteiro de obras antes da crise.

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