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Paranaense

Corinthians ri e ACP chora com o supermando

Apesar da 8ª posição e nenhum mando de campo, Corinthians-PR prevê menos gastos jogando fora. Já Cascavel (7º) e Paranavaí (6º) contabilizam o prejuízo

Ônibus leito do Paranavaí deixa o Estádio Waldemiro Wágner: clube vai percorrer  4.628 km em cinco jogos como visitante | Dirceu Portugal/ Gazeta do Povo
Ônibus leito do Paranavaí deixa o Estádio Waldemiro Wágner: clube vai percorrer 4.628 km em cinco jogos como visitante (Foto: Dirceu Portugal/ Gazeta do Povo)

Joel Malucelli atendeu ao telefonema da Gazeta do Povo com um bom humor incomum para quem é o presidente do clube que se classificou na última colocação possível (oitavo) na primeira fase do estadual, o Corin­­thians Para­­naense. "Olha, com sinceridade, para nós não é um mal ne­­gócio jogar todas as partidas do octogonal fora de casa", diz.

Enquanto isso, a 500 quilômetros de Curitiba, Nivaldo Mazzin, o mandatário do Para­­navaí, de quem se esperava mais otimismo, estava bem menos empolgado. Sexto colocado, o Verme­­lhinho terá direito a contar com o apoio de sua torcida em duas partidas, o que não parece suficiente. "Só espero não ter de desmantelar a equipe no meio da competição", lamenta.

São apenas dois anos em vigor, mas a fórmula equivocada redigida pela Federação Para­­naense de Futebol, que ficou co­­nhecida como supermando, parece ter o poder de surpreender mesmo quando já se imaginava prever tudo a seu respeito. Se no ano passado os problemas principais foram os prejuízos do "sem-mando", desta vez os desdobramentos da regra ganharam novas nuances. A reação do dirigente do time do Parque Barigui é uma delas.

Sem torcida, na maioria das partidas que atua em casa o Corin­­thians-PR fica com um déficit de R$ 7,5 mil no caixa. Já quando pega a estrada, o gasto é calculado em R$ 5 mil. A conta que resulta no sorriso de Joel é simples: multiplicar a diferença (R$ 2,5 mil) pelos sete jogos. O resultado é uma economia de R$ 17,5 mil.

"Como temos pouco público, as despesas com arbitragem e manutenção são grandes. Nunca conseguimos cobrir o custo", conta o dirigente.

Entre o Corinthians e o Para­­navaí, a diferença na tabela da fase inicial foi de apenas duas posições. Mas financeiramente a diferença é assombrosa. São contas que começaram a ser feitas no ano passado, quando o time do interior esteve na mesma situação do clube da capital, sem po­­der jogar em casa.

Na época, o Paranavaí teve um prejuízo de R$ 130 mil. Ago­­ra, imaginava ao menos fechar a fase inicial com R$ 70 mil em caixa. Não chegou aos R$ 14 mil. E o que vem pela frente pode bater na casa dos R$ 120 mil.

"Nós deixaremos de ganhar e ainda vamos gastar", analisa Maz­zin. Ele espera somar quatro pontos nos jogos contra Iraty, Paraná e Coritiba para empolgar o torcedor e tentar recuperar um pouco do prejuízo na quarta rodada, em casa, contra o Casca­­vel, que é o terceiro personagem desta história.

O time do Oeste do estado está exatamente em um posição intermediária entre os dois anteriores: foi o sétimo na etapa inicial e terá uma partida em casa pela frente na final. Sem obter a classificação no ano passado, o clube conseguiu se precaver para o atual campeonato. Guardou o dinheiro que perderia com uma classificação entre os piores e fez parcerias.

"Já sabíamos que seria assim, mas estamos preparados. Temos bons parceiros, por isso não pagamos pelo transporte, e em alguns lugares temos desconto na alimentação", diz Ney Victor, presidente da Serpente. "Nosso objetivo é ser o melhor time do interior e ganhar o prêmio de R$ 50 mil."

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