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Paranaense

Coritiba abre o cobiçado Couto Pereira no Paranaense

Alviverde estreia em casa contra o Corinthians-PR. Antes, TJD decide se local tem de ser emprestado ao rival Atlético

O Coritiba treina no Couto Pereira, palco  do jogo de hoje contra o Corinthians-PR e alvo de uma disputa judicial entre o clube e a Federação Paranaense de Futebol, que terá mais um capítulo esta tarde | Antonio Costa/ Gazeta do Povo
O Coritiba treina no Couto Pereira, palco do jogo de hoje contra o Corinthians-PR e alvo de uma disputa judicial entre o clube e a Federação Paranaense de Futebol, que terá mais um capítulo esta tarde (Foto: Antonio Costa/ Gazeta do Povo)

O Couto Pereira irá monopolizar as atenções na abertura da segunda rodada do Campeonato Para­­naense. Praticamente imbatível dentro de casa, o Coritiba coloca a força de seu estádio à prova contra o Corinthians-PR, às 19h30. O jogo, porém, será apenas o segundo ato do protagonismo da praça esportiva alviverde nesta quarta-feira. Meia hora antes de o atual bicampeão estadual entrar em campo, o próprio Alto da Glória é quem estará em disputa no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-PR). A promessa é de, na esfera da Justiça local, se chegar a uma definição sobre a tentativa da Federação Para­­naense de Futebol (FPF) de forçar o empréstimo do lar coxa-branca ao Atlético.

Dentro do gramado, o Couto Pereira vem sendo decisivo para o Coritiba desde o ano passado, quando Marcelo Oliveira assumiu o comando do time. No Esta­­dual, a equipe não perdeu nem um ponto sequer nos seus domínios, atingindo invejáveis 100% de aproveitamento. Mesmo no Brasileiro, contra oponentes mais fortes, o retrospecto foi animador: 75,43% dos pontos conquistados. Número que contrasta com os modestos 24,56% ga­­nhos como visitante.

A matemática perfeita no Estadual 2011, entretanto, é en­­ca­­rada por Marcelo Oliveira co­­mo um desafio, e não como uma vantagem. "Eu sempre falo para os jogadores que nós não podemos chegar com um cartão com o aproveitamento do ano passado e apresentar para o Co­­rinthians-PR porque eles não vão aceitar", ironiza. "Nós pretendemos repetir [o desempenho] dentro do Couto Pereira até pela aliança que temos com a torcida, o que é muito importante e acaba empurrando o time", completa.

Mas para que esse rendimento ocorra no Alto da Glória, os dirigentes do Coritiba defendem que o rival Atlético não poderia utilizar o campo para mandar seus jogos, pois prejudicaria o gramado. Em 2011, contando o Nacio­­nal, o Pa­­ra­­naense e a Copa do Brasil, o Co­­xa disputou 36 jogos no seu estádio. "Gostaria que só nós jo­­gás­­semos [no Couto] porque o gramado já não está tão bom e iria desgastá-lo ainda mais", opina Oli­­veira, destacando que a de­­cisão cabe à diretoria. "O Coritiba tem um time de bom toque de bo­­la e ter jogos no Couto Pereira repetidamente poderia nos prejudicar na sequência", completa.

Os jogadores alviverdes se­­guem a mesma linha. "Que eu saiba o Couto é do Coritiba. En­­tão, fazer o quê? Se é do Coritiba, é do Coritiba", resume o volante Davi, ressaltando que os atletas não interferem nessa decisão, mas deixando claro o posicionamento do elenco. "É claro que é melhor que eles não joguem aqui. Deixa com a direção que ela sabe o que faz", concorda o lateral-direito Jackson.

Independentemente do re­­sultado do julgamento hoje, o as­­sunto ainda deve render, já que os dois lados podem recorrer ao STJD. Com isso, a tendência é que o jogo desta noite novamente seja marcado por protestos da torcida, como já ocorreu em Toledo, quando uma faixa criticava a FPF e o Atlético. En­­quanto isso, a bola rola.

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