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Paranaense

Coritiba aposta na bola trabalhada para manter série invicta

É na base da troca de passes e da movimentação que o Coritiba se tornou o melhor ataque do país em 2011, marcando 49 de seus 65 gols de dentro da área

O meia Davi (ao centro) é o artilheiro do time na temporada e retrato do Coxa 2011: um time que prioriza a posse de bola para criar jogadas | Albari Rosa/ Gazeta do Povo
O meia Davi (ao centro) é o artilheiro do time na temporada e retrato do Coxa 2011: um time que prioriza a posse de bola para criar jogadas (Foto: Albari Rosa/ Gazeta do Povo)

O Coritiba, dono do ataque mais po­­sitivo do país na temporada e per­­to do título estadual, tem uma aposta clara para furar as defesas adversárias. É com a bola rolando que o time de Marcelo Oliveira mar­­cou 90% de seus 65 gols nas 24 partidas em 2011 (média de 2,7 por jogo), entre o Paranaense e a Copa do Brasil. Hoje, às 16 horas, contra o Roma Apucarana, no Estádio Bom Jesus da Lapa, a estratégia é a mesma, sem mistério: trabalhar a bola, chegar até a área do rival, ba­­lançar a rede e correr para o abraço.

A grande área é o paraíso para os atacantes alviverdes. Ao todo, 49 finalizações para gols partiram do retângulo de 16,5 m por 40,3 m. Deles, 15 saíram de mais perto ainda da trave, da pequena área. De longa distância foram 16 tentos.

As jogadas de bola parada são exceções no Coxa 2011. Apenas seis gols nasceram em lances desse tipo. Foram dois de pênalti – convertidos por Marcos Aurélio e Davi –, três originados em escanteios – completados por Jonas e Emerson (duas vezes) – e um em levantamento na área – emendado por Pereira. Mesmo com bons batedores, nenhum gol veio através de cobrança direta de falta.

A velocidade e o toque de bola envolvente são as principais armas alviverdes. Dos pés do trio de meias-atacantes Rafinha, Davi e Marcos Aurélio surgem as maiores chances para marcar. Léo Gago e Leandro Donizete, dois volantes que saem para o jogo, também ajudam a organizar as ações ofensivas.

"É fruto de um trabalho que vem desde a pré-temporada, junto da qualidade dos jogadores. Às vezes a gente fica assistindo ao nosso time tocar a bola na frente, é bonito de ver", afirmou o zagueiro Emerson, que já balançou a rede em três oportunidades.

Para o meia Rafinha, que balançou a rede seis vezes no ano, a origem dos gols em lances corridos tem outra explicação: necessidade. "Por causa da minha estatura, do Marcos Aurélio, do Davi, te­­mos de jogar mais na técnica e na movimentação", analisou o baixinho.

O centroavante Bill, que marcou 12 vezes no ano, a maioria na pequena área, concorda que o sistema tático tem sido bastante eficaz. "Está funcionando muito bem jogar ao lado do Marcos Aurélio, do Rafinha, do Davi, do próprio An­­derson Aquino, que tem feito gols quando entra", apontou. "Os gols não estão saindo por acaso. Esta­mos trabalhando bastante para fazê-los", completou o vice-artilheiro coxa-branca, com um gol a menos do que o meia Davi.

Quando a troca de passes não funciona, a opção é arriscar de fora da área. Sete jogadores já se deram bem desta forma. O volante Léo Gago, dono do chute mais potente, entretanto, continua zerado.

"Fizemos vários gols de longe, apesar de o melhor chutador de fora da área ainda não ter feito neste ano. A gente cobra bastante, brin­­ca com ele nos treinamentos. Já está na hora de acertar aquele chute que vinha acertando ano passado. Quem sabe não está guardando para os jogos decisivos?", deixou no ar Rafinha.

Ao vivo

Roma Apucarana x Coritiba, às 16 h, na

RPC TV, na Rádio 98 FM (98,9) e no tempo real da Gazeta do Povo.

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