
Marquinhos Santos tem muita coisa para se orgulhar nesses quase 50 dias de Coritiba. O legado, palavra da moda em período eleitoral, do substituto de Marcelo Oliveira é extenso. Aliviou consideravelmente o risco de rebaixamento (1% de acordo com site infobola), entre outros fatores, por tornar novamente o sistema defensivo da equipe confiável. A zaga, que na gestão Oliveira sofria em média 1,9 gol por jogo e por 20 das 32 rodadas do Brasileiro liderou o quesito "mais vazada", viu esse número despencar para 0,7.
Retaguarda que estará em foco nesta noite, no aguardado duelo com o líder Fluminense, às 21 horas, no Engenhão. Impulsionado pelos 16 gols de Fred, artilheiro do campeonato, o Tricolor carioca tem o segundo melhor ataque do Nacional com 53 gols, um a menos do que o Atlético-MG. Ou seja, tarefa árdua para Vanderlei, Victor Ferraz, Luccas Claro, Escudero (ou Pereira) e Denis. "Vamos definir a melhor estratégia defensiva para encarar o Fluminense", resumiu Marquinhos Santos, que credita o sucesso da zaga ao trabalho desenvolvido neste um mês e meio de Alto da Glória.
"Não posso falar de antes, porque eu não estava no dia a dia e é antiético falar alguma coisa do trabalho do Marcelo Oliveira. Mas sob o meu comando nós temos trabalhado muito a sistematização defensiva, a questão de cobertura, de encaixe de marcação, para que o time tivesse um aproveitamento bom", justifica Marquinhos Santos. "Há também a qualidade dos jogadores de entender, de trabalhar, de ter a humildade de aceitar as situações que teriam de ser melhoradas", acrescenta.
Revolução que teve de contornar problemas para ganhar corpo. O Coritiba teve de conviver com uma série de desfalques no setor. Hoje, por exemplo, os zagueiros Emerson, Demerson, Bonfim e Cleiton, todos lesionados, ficam de fora. Assim, o técnico deve escalar o argentino Escudero ao lado de Luccas Claro. O prata da casa, aliás, virou peça fundamental no esquema é titular há quatro jogos.
O volante Willian destaca ainda outros fatores que contribuíram com a retaguarda. "Logo que o Marquinhos chegou, tivemos tempo para trabalhar, coisa que o professor Marcelo não tinha", diz.
Já o atacante Deivid, que só jogou sob o comando do atual treinador, destaca a força de vontade do grupo. "Acho que comprometimento tem sido muito importante, a vontade de vencer e não descer para a Segunda Divisão. [O grupo percebeu que] não adianta o Marquinhos posicionar taticamente no treino e no jogo falharmos", ressalta.
32 dias: É o tempo que o Coritiba está sem saber o que é uma derrota. A última foi no dia 23 de setembro, contra o Sport, por 1 a 0, na Ilha do Retiro. São seis jogos de invencibilidade, com quatro vitórias (Ponte Preta, Palmeiras, Bahia e Náutico) e dois empates (São Paulo e Grêmio). Nas participações do Alviverde na Série A, esta sequência é a melhor desde 2004, quando o time permaneceu imbatível por sete jogos.
Ao vivoFluminense x Coritiba, às 21h, no SporTV.



