• Carregando...
O meia Davi tenta uma jogada na vitória de ontem, por 2 a 0, no Couto Pereira. Foi o 23º triunfo consecutivo na temporada | Hedeson Alves/ Gazeta do Povo
O meia Davi tenta uma jogada na vitória de ontem, por 2 a 0, no Couto Pereira. Foi o 23º triunfo consecutivo na temporada| Foto: Hedeson Alves/ Gazeta do Povo

Opinião

Teste possível

Fernando Rudnick, repórter

Se ainda há algo que o Coritiba de 2011 precisa provar, isso está prestes a acontecer. As próximas duas partidas da equipe, contra o Palmeiras, pela Copa do Brasil, são o maior desafio da temporada para os comandados de Marcelo Oliveira. Campeões estaduais e imbatíveis até aqui, os coxas-brancas terão pela frente um rival forte, com alguns jogadores acima da média, cujo conjunto é o diferencial. O time de Felipão pode ter a melhor defesa do país no ano, porém está longe de ser um bicho-papão. Eliminado do Paulistão pelo arquirival Corinthians ontem, o clube paulista perdeu Valdívia e Cicinho para a guerra – como definiu Davi –, da próxima quinta-feira. O placar eletrônico do Couto já pediu a presença em massa da torcida. Isso será muito imporante. Mais do que o apoio das arquibancadas, no entanto, é o Coxa jogar da maneira que lhe garantiu tantos recordes. Não por acaso uma equipe conquistou tantas marcas expressivas. A próxima partida é a hora do teste definitivo.

  • O atacante coxa-branca Bill é cercado por dois adversários no duelo com o Cianorte, que fechou a participação perfeita do Coritiba no Campeonato Paranaense
  • Veja a ficha técnica de Coritiba 2x0 Cianorte

O Coritiba consolidou ontem, diante da torcida, no Couto Pereira, o me­­lhor Paranaense de sua centenária história. O triunfo por 2 a 0 sobre o Cianorte – além de aumentar o recorde nacional de vitórias consecutivas para 23 partidas – fez do time de Marcelo Oliveira o décimo campeão invicto das 96 edições do Estadual. Com uma campanha de 20 vitórias, dois empates e 93,93% de aproveitamento – o maior da era profissional – , a equipe garantiu a terceira melhor empreitada da história da competição, atrás apenas de Internacional, em 1915, (100%) e Britânia, em 1922, (94,44%), ainda na fase amadora do futebol.

Somente nas temporadas de 1935 e de 2003 o Alviverde havia conquistado o Regional de maneira impecável, sem derrota. A trajetória que agora se junta às campanhas de Internacional, Palestra Itália, Bri­­tâ­­nia (três vezes) e Atlético (duas vezes), foi concretizada uma semana depois de o título ter sido garantido com vi­­tória na casa do maior rival.

"Foi sensacional", resumiu o técnico Marcelo Oliveira, que implementou um futebol ofensivo e em­­polgante no Alto da Glória. Foram 62 gols em 22 confrontos no torneio, média de 2,81 por partida. "Tí­­nha­­mos de fechar com chave de ouro", seguiu Pereira, que ontem completou cem duelos vestindo a camisa verde e branca. O zagueiro foi premiado com o segundo gol da partida, de cabeça (7/2.º). Antes, Anderson Aquino (39/1.º) fez o primeiro tento de cobrança de falta direta do clube em 2011.

A comemoração, porém, não extrapolou o gramado e a entrega das faixas comemorativas. Está claro no discurso dos atletas que o Co­­ritiba mantém o foco em um objetivo maior: vaga na Copa Libertadores 2012. Nesse caminho está o maior desafio – até aqui – de um time recordista. Pela frente o Palmeiras, na próxima quinta-feira, em Curi­­tiba, pelas quartas de final da Copa do Brasil.

"Comemorar só hoje [ontem]. O pensamento já está no Palmeiras", revelou o volante Willian, um dos que ganhou chance no time misto que enfrentou o Leão do Vale do Ivaí. "O Coritiba não pode parar por aqui. O Paranaense já foi. Fizemos nossa parte. Teremos uma guerra na quinta", fechou o meia Davi, que terminou o Estadual empatado com Bill e Giancarlo, do Cianorte, com 12 gols na artilharia.

Único bicampeão invicto, Tcheco exalta fórmula alviverde

Sentado em uma cadeira nas sociais do Pereira, na agradável tarde de ontem, o curitibano Anderson Simas Luciano olhava atentamente para um pôster do Coritiba campeão paranaense de 2011. Ele estava lá.

Talvez com o pensamento em outra foto, tirada há oito anos, o meia Tcheco, de 35 anos, assistiu à partida que fechou, de forma invicta, a atual campanha no Estadual. A vitória por 2 a 0 sobre o Cianorte colocou o jogador, formado pelo Paraná e com larga experiência no futebol nacional, como o primeiro bicampeão invicto da história alviverde. Apesar de ter feito apenas duas partidas como titular, mais outras sete nas quais entrou durante o jogo, e ter marcado um único gol, Tcheco se tornou uma importante liderança do grupo.

"São vários fatores [que nos levaram a esses resultados]. Um deles é o ambiente, que não tem problema. A segunda coisa foi o Marcelo [Oliveira, técnico], que fez o simples. Outro foi a montagem da equipe, que tem jogadores com características diferentes para cada posição. Foi um trabalho coletivo", afirmou à Rádio 98 FM.

0 COMENTÁRIO(S)
Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Máximo de 700 caracteres [0]