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Copa do Brasil

Coritiba encara Palmeiras em São Paulo sem soberba

Com a classificação à semifinal encaminhada após arrasar o time paulista em casa, Coxa prega humildade e mesma postura tática

O volante Willian é exemplo da tranquilidade coxa-branca: substitui o titular Léo Gago, que forçou o terceiro cartão amarelo quando o Alviverde já vencia por 4 a 0 em Curitiba | Antonio More/ Gazeta do Povo
O volante Willian é exemplo da tranquilidade coxa-branca: substitui o titular Léo Gago, que forçou o terceiro cartão amarelo quando o Alviverde já vencia por 4 a 0 em Curitiba (Foto: Antonio More/ Gazeta do Povo)

Diante do massacre por 6 a 0 no jogo de ida, há quem trate como mera formalidade o reencontro entre Coritiba e Palmeiras, hoje, às 21h50. Não é o que passa pela cabeça do grupo coxa-branca, preocupado com a partida em São Paulo, que vale a passagem para as semifinais da Copa do Brasil.

Preocupação de atletas e do técnico Marcelo Oliveira, que não trata exatamente sobre uma possível desclassificação – neste caso, vale mais a confiança no ótimo futebol de uma equipe dona de incríveis 24 vitórias consecutivas. E, sim, em como encarar o segundo e derradeiro confronto.

O Coxa deve buscar uma vitória? Melhor administrar a larga vantagem? O que representaria uma derrota agora? Como evitar a soberba?

"Tivemos um exercício diário de conversas. Não chegamos ainda ao nosso objetivo, ainda há muito por vir. Se nos classificarmos, queremos buscar o título. Ele se tornou mais próximo, mas ainda temos de lutar muito. Pre­cisamos nos concentrar", declarou Oliveira.

Outra conclusão atinge o recorde histórico de maior número de triunfos seguidos do futebol brasileiro. A expressiva marca acabou relegada a segundo plano. "Manter a sequência de vitórias é um objetivo secundário. Que­­remos é passar de fase", afirmou o treinador.

O que não implica em uma mudança brusca na forma de atuar. Muito menos em conformar-se com um insucesso. A ideia é manter o padrão: marcação firme na defesa e no meio de campo e velocidade no ataque, com atenção especial aos contra-golpes.

"Vamos tentar jogar da mesma maneira. Não será fácil, o Palmei­­ras tem um ótimo time e teremos de ficar muito atentos", analisou Oliveira. Para reverter o quadro, os paulistas precisam repetir a fa­­çanha do Coxa no Couto Pereira (6 a 0), para então buscar a classificação nos pênaltis. Vencer por 7 gols de diferença é a outra alternativa.

Missão que seria considerada impossível não fosse o tal "imponderável da bola". "Se nós fizemos 6 a 0 neles, por que não po­­dem também? Então, temos de estar ligados, pregando o respeito. Temos a tranquilidade, sem dúvida, mas se for em clima de ‘já ganhou’... vai tomar", disse o volante Willian.

A escalação dele é um bom exemplo da confiança. Dois destaques alviverdes, o volante Léo Ga­­go e o meia Rafinha forçaram o terceiro cartão amarelo no confronto inicial – após o time já estar vencendo por 4 a 0 – e serão desfalques hoje. "É mais uma chance para eu mostrar o meu valor, substituindo um grande atleta. Vou encarar o jogo como se estivesse 0 a 0", prometeu Willian.

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