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Paranaense

Coritiba expõe dependência dos baixinhos

Sem a dupla Marcos Aurélio e Rafinha pela primeira vez na temporada, Alviverde perde poder de criação e o ritmo

Oportunista, Marcos Aurélio já balançou as redes dez vezes em 2011. Atacante participou também de outros sete gols do Alviverde | Hedeson Alves/ Gazeta do Povo
Oportunista, Marcos Aurélio já balançou as redes dez vezes em 2011. Atacante participou também de outros sete gols do Alviverde (Foto: Hedeson Alves/ Gazeta do Povo)
Motor­­zinho do meio de campo coxa-branca, Rafinha tem cinco gols e sete assistências no ano |

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Motor­­zinho do meio de campo coxa-branca, Rafinha tem cinco gols e sete assistências no ano

Mesmo sem entrar em campo na vitória magra do Cori­tiba so­­bre o Corinthians-PR, no domingo, duas peças tiveram sua importância para o time mais do que comprovada. Pela primeira vez sem a presença simultânea do atacante Marcos Aurélio e do meia Rafinha, a equipe do técnico Marcelo Oli­vei­­ra esteve muito abaixo do que já produziu na temporada. Che­gou ao 15.º triunfo consecutivo no Para­­naense – 19.º na temporada –, mas sofreu em termos de criatividade, algo que pode preocupar para o restante do ano.

Pelo menos a torcida poderá vê-los em campo na quinta-feira contra o Caxias, pela Copa do Brasil. Marcos Aurélio volta após se recuperar de lesão e a suspensão de Rafinha só vale no Estadual.

Os números efetivos dos baixinhos trazem a noção da relevância de ambos para a equipe. Na combinação dos dados, são 14 assistências (7 para cada lado) e 15 gols (10 a 5 a favor de Marcos Aurélio) – ou seja, participação em 47% das 61 bolas na rede do Alviverde na temporada.

Das 23 partidas disputadas em 2011 (19 pelo Paranaense e quatro pela Copa do Brasil), os dois só não participaram de quatro jogos cada. Além do duelo contra o Cianorte, no qual os reservas entraram em campo, Marcos Aurélio ficou de fora de outros três por contusão. Já Rafinha não foi relacionado três vezes por causa de suspensões.

"Acho que não só o Rafinha, mas outros jogadores que vinham costumeiramente jo­­gan­­do [fizeram falta]. Não só pela qualidade do Ra­­finha, do Marcos Aurélio, do Eltinho, mas porque o time vinha jogando junto e o entrosamento faz diferença", disse o treinador.

"Nós tivemos algumas dificuldades, erros de passes, principalmente quando retomávamos a bola. O último passe estava um pouco deficiente", complementou Marcelo Oliveira, citando erros que, na teoria, são relacionados à ausência dos dois baixinhos.

Sem a dupla dinâmica, coube a Davi o papel de principal ar­­­­ma­­dor diante do Timãozinho. Ele de­­finiu o marcador batendo pê­­nalti – 12.º gol do artilheiro do campeonato. "Eles [Marcos Aurélio e Rafinha] estão para o Coritiba, para exemplificar, como o Ganso e o Ney­­mar para o Santos, como Xavi e Iniesta para o Barcelo­na, guardadas as proporções", definiu Car­­neiro Neto, colunista da Ga­­zeta do Povo.

"Indi­­vi­­dual­­mente são os mais criativos do time. A ausência simultânea dos dois quebra o ritmo de jogo. Fica mais difícil envolver a defesa adversária, como aconteceu ontem [do­­min­­go]", concordou Aírton Cordeiro, também colunista da Gazeta do Povo, que encarou como normal a queda de rendimento da equipe sem os meias.

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