
Foi com a arma do adversário, o contra-ataque, que o Coritiba cumpriu sua missão ontem, no Couto Pereira, e avançou à segunda fase da Copa do Brasil. A vitória por 2 a 0 sobre o Ypiranga-RS, construída em jogadas rápidas no segundo tempo e concluída por Eltinho e Rafinha, entretanto, não veio da maneira que o torcedor esperava.
Apesar de enfrentar um rival desfalcado e abalado pela eliminação no Gauchão, o Alviverde, especialmente no primeiro tempo, ficou muito aquém daquele que deu espetáculo no Atletiba do último domingo.
O jogo de ontem, que poderia ter sido evitado com um gol no jogo de ida, quase se tornou um problema para o planejamento coxa-branca. Mesmo com a vantagem do empate, o time foi apático e com pouca inspiração.
"A orientação não foi essa", admitiu o técnico Marcelo Oliveira. O comandante argumentou que o cansaço e a pouca criatividade do time foram os responsáveis pelo desempenho abaixo do normal. "O adversário impôs uma marcação forte, com muitas faltas. Deixamos de fazer jogadas de velocidade [no primeiro tempo]. Mas fica a lição", alertou.
O gol de Jonas, o único do duelo da última semana em Erechim, fez com que o Canarinho se abrisse na etapa complementar. Assim apareceu o espaço necessário para as jogadas que definiram o jogo.
Os gols, no entanto, poderiam ter vindo antes. O árbitro paulista Milton Etsuo Ballerini marcou pênalti quando o zagueiro Glauco colocou a mão na bola dentro da área. Depois de conversar com os auxiliares, erroneamente, voltou atrás.
Com ou sem falha da arbitragem, a atuação não agradou. "A gente não fez a marcação em cima como no jogo contra o Atlético e eles começaram a gostar. Esse não é o futebol do Coritiba", reclamou Eltinho, lembrando que os visitantes até acertaram uma bola no travessão na etapa inicial.
O próximo confronto na Copa do Brasil será contra o vencedor de Brusque-SC e Atlético-GO. Na primeira partida, os catarinenses venceram em casa (3 a 2). A volta será disputada na próxima semana.
Antes disso, no fechamento do turno do Paranaense, a parada é contra o Cianorte. Com três jogadores suspensos (Léo Gago, Pereira e Eltinho), a tendência é que um time misto entre em campo no Interior.
"Vamos definir isso amanhã [hoje], mas é possível que sim. É justo. Eles não só jogaram 13 partidas direto, mas não tiveram folga no intervalo. Vamos poder observar, fora dos treinos, quem não estava jogando", fechou o treinador, que contra o Ypiranga colocou em campo a mesma formação pela quinta vez seguida.



