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Série B

Coritiba institui pena para erros em treino

Atletas e até comissão técnica estão sujeitos a pagar flexões de braço

Já virou tradição nos treinos do Coritiba, cometer algum erro ou perder uma disputa de atacante contra zagueiro, por exemplo, é motivo para o infrator se abaixar e pagar dez flexões de braço. Este é o código penal imposto pela comissão técnica chefiada por René Simões.

Entretanto, engana-se quem imagina que o castigo seja encarado com melindre pelos jogadores que vira e mexe precisam cumprir a pena. A lei também vale para o treinador e os demais membros da comissão.

Ontem foi a vez do preparador físico Glydiston Ananias ser punido. E a ordem veio dos jogadores que não entenderam o exercício de aquecimento ministrado pelo responsável da parte física.

"O Glydiston mesmo reconheceu que tinha de pagar com aquele aquecimento que ele deu", dedurou o zagueiro Henrique.

Mais tarde, toda a etapa final do treinamento foi dedicada a uma disputa entre os defensores e avantes da equipe. Avançando com a bola dominada e sempre tendo um homem a mais (quatro contra três ou três contra dois), os atacantes precisavam marcar pelo menos três gols em dez tentativas para não sofrerem a sanção. Goleiros, beques e laterais levaram a melhor na maioria das vezes.

"Dessa vez a defesa se deu melhor. Mas o campo (do CT da Graciosa) está um pouco duro por causa do sol, o que dificulta o ataque", comentou o meia Pedro Ken. "Só que ninguém fica bravo por pagar. O importante é estar sempre atento para errar o mínimo e não ser punido", disse o Japonês.

O clima de alegria no time de melhor aproveitamento na Série B é exigência de René Simões. Só que a ordem é não confundir o "castigo" com irresponsabilidade e excesso de brincadeira.

"É uma brincadeira, mas é sério", ponderou o centroavante Hugo. "A idéia é no momento em que o jogador estiver fazendo o exercício passar pela cabeça dele o erro que cometeu", explicou René.

No campo ou em preleções que antecedem os jogos, o treinador também já foi vítima do código que ele mesmo criou. Afinal, a lei de pagar dez serve para todos.

"Quando eu erro sou o primeiro a pagar. Não tem nada de autoritarismo nisso. É a seriedade do trabalho", afirmou o treinador. "Tem jogador que eu não preciso nem falar. Quando erra já se abaixa e paga."

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