
Olhar o ano de 2009 e não relacionar Marcelinho Paraíba ao fracasso do centenário coritibano parece impossível. Principal investimento para uma temporada de glórias, o meia, mesmo com boas atuações ao longo do período, se tornou o ícone de um doloroso ano.
Além do rebaixamento e de oscilações, Marcelinho encerrou seu ciclo no Coxa saindo pela porta dos fundos, rumo ao São Paulo. O mundo girou. O Coxa renasceu e está próximo de retornar à elite; Marcelinho, em baixa, deixou o time paulista para defender o Sport. E o destino colocará ambos frente a frente hoje, às 16 horas, na Ilha do Retiro.
A volta por cima quem imaginaria começou com a saída de Marcelinho do Coritiba. Ao assumir extraoficialmente o Alviverde, o vice-presidente Vilson Ribeiro de Andrade propagou: "Queremos atletas comprometidos com o projeto." Quando questionado sobre o elenco que caiu, elogiou Pedro Ken, defendeu Jéci e Pereira e se recusou a falar sobre Marcelinho.
Ele, que marcou 26 gols em 51 jogos pelo Coxa, teve privilégios, como vaga exclusiva no CT e salários em dia, colocou sua banda de forró (100% Paraíba) como atração no show do centenário e renovou contrato (mas não cumpriu) até a metade deste ano. Saiu causando alívio nos corredores do CT da Graciosa.
"É um colega de profissão, tem muita qualidade", limitou-se a dizer, entre longas pausas, o zagueiro Jéci, sobre Paraíba. "Temos de cuidar da bola parada dele", resumiu Édson Bastos, outro que atuou com Marcelinho.
Nos bastidores, conta-se que uma confusão entre os amigos do ex-camisa 10 do Coxa e parte do elenco, em um churrasco, rachou o elenco. No dia do rebaixamento, há relatos de que, no vestiário, enquanto Édson Bastos e Dirceu choravam a queda, Marcelinho e seus amigos se arrumavam rapidamente para viajar ao Nordeste de férias. Quem ficou, ficou com dedicação. "O compromisso com o clube neste ano tem sido muito grande. Não cabe mais no futebol profissional o antigo boleirão, aquele que quebra tudo na noite e se acha acima de qualquer coisa", diz o preparador físico Alexandre Lopes.
Ao entrar no gramado, com novos ídolos e um aproveitamento de 66%, o Coritiba terá a missão de parar o Sport de Marcelinho no caldeirão da Ilha. Sexto colocado e jogando todas as fichas em uma vitória sobre o líder, é uma das últimas chances para o Sport tentar voltar à elite.
Ao vivo
Sport x Coritiba, às 16 horas, na RPC TV e no tempo real da Gazeta do Povo.



