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Série B

Coritiba revê ícone do fiasco no centenário

Alviverde encara o Sport, no Recife, que tem no elenco Marcelinho Paraíba, figura controversa do rebaixamento alviverde em 2009

Para Pequenos Coxas-Brancas- A atriz Guta Stresser – a Bebel, do seriado A Grande Família – autografou ontem à noite, na Livrarias Curitiba do Shopping Barigui, o livro Meu Pequeno Coxa-Branca, de sua autoria. Além do texto de Guta, o livro tem ilustrações de Theo Cordeiro. Lançado no ano passado, está a venda pelo preço de R$ 19,90. É um produto oficial do Coritiba Foot Ball Club, décimo volume da coleção de livros infantis Meu Time do Coração | Pedro Serápio/Gazeta do Povo
Para Pequenos Coxas-Brancas- A atriz Guta Stresser – a Bebel, do seriado A Grande Família – autografou ontem à noite, na Livrarias Curitiba do Shopping Barigui, o livro Meu Pequeno Coxa-Branca, de sua autoria. Além do texto de Guta, o livro tem ilustrações de Theo Cordeiro. Lançado no ano passado, está a venda pelo preço de R$ 19,90. É um produto oficial do Coritiba Foot Ball Club, décimo volume da coleção de livros infantis Meu Time do Coração (Foto: Pedro Serápio/Gazeta do Povo)

Olhar o ano de 2009 e não relacionar Marcelinho Paraíba ao fracasso do centenário coritibano parece impossível. Principal investimento para uma temporada de glórias, o meia, mesmo com boas atuações ao longo do período, se tornou o ícone de um doloroso ano.

Além do rebaixamento e de osci­­lações, Marcelinho encerrou seu ciclo no Coxa saindo pela porta dos fundos, rumo ao São Paulo. O mundo girou. O Coxa renasceu e está próximo de retornar à elite; Marcelinho, em baixa, deixou o time paulista para defender o Sport. E o destino colocará ambos frente a frente hoje, às 16 horas, na Ilha do Retiro.

A volta por cima – quem imaginaria – começou com a saída de Marcelinho do Coritiba. Ao assumir extraoficialmente o Alviver­­de, o vice-presidente Vilson Ribei­­ro de Andrade propagou: "Quere­­mos atletas comprometidos com o projeto." Quando questionado so­­bre o elenco que caiu, elogiou Pe­­dro Ken, defendeu Jéci e Pereira e se recusou a falar sobre Marcelinho.

Ele, que marcou 26 gols em 51 jogos pelo Coxa, teve privilégios, como vaga exclusiva no CT e salários em dia, colocou sua banda de forró (100% Paraíba) como atração no show do centenário e renovou contrato (mas não cumpriu) até a metade deste ano. Saiu causando alívio nos corredores do CT da Graciosa.

"É um colega de profissão, tem muita qualidade", limitou-se a di­­zer, entre longas pausas, o za­­guei­ro Jéci, sobre Paraíba. "Te­­mos de cuidar da bola parada dele", resumiu Édson Bastos, ou­­tro que atuou com Marce­linho.

Nos bastidores, conta-se que uma confusão entre os amigos do ex-camisa 10 do Coxa e parte do elenco, em um churrasco, rachou o elenco. No dia do rebaixamento, há relatos de que, no vestiário, en­­quanto Édson Bastos e Dirceu choravam a queda, Marcelinho e seus amigos se arrumavam rapidamente para viajar ao Nordeste de férias. Quem ficou, ficou com dedicação. "O compromisso com o clube neste ano tem sido muito grande. Não cabe mais no futebol profissional o antigo boleirão, aquele que quebra tudo na noite e se acha acima de qualquer coisa", diz o preparador físico Alexandre Lopes.

Ao entrar no gramado, com novos ídolos e um aproveitamento de 66%, o Coritiba terá a missão de parar o Sport de Marcelinho no caldeirão da Ilha. Sexto colocado e jogando todas as fichas em uma vitória sobre o líder, é uma das últimas chances para o Sport tentar voltar à elite.

Ao vivo

Sport x Coritiba, às 16 horas, na RPC TV e no tempo real da Gazeta do Povo.

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