
Marcelinho Paraíba bate a mão no braço, descarregando toda a tensão que ele e o elenco do Coritiba vêm passando na parte final do Brasileirão. O gol do capitão alviverde, um pênalti batido com força, no canto esquerdo do goleiro Carini, fez o torcedor cantar "sou coxa branca com muito orgulho" por quase 15 minutos depois da partida. Os jogadores retribuíram o sexto Green Hell (dessa vez duplo, no começo e intervalo do jogo) com sinalizadores verdes próximo das arquibancadas.
A vitória por 2 a 1 sobre o Atlético-MG foi comemorada como um título. Não à toa. O Coritiba chegou aos 44 pontos, tem a mesma pontuação do Vitória, e antes do fim da rodada ocupa a 14.ª colocação. Distanciou-se oitos pontos da zona de rebaixamento temporariamente e hoje torce para o rival Atlético que enfrenta o Fluminense, no Rio de Janeiro para poder respirar aliviado. Como Marcelinho, depois de bater o pênalti.
"Sabia da responsabilidade, mas todos me conhecem, tenho personalidade, fui lá e peguei a bola para bater o pênalti. Quero agradecer a Deus por me dar essa oportunidade", afirmou o camisa 9, que lembrou da dificuldade e importância do jogo. "Sabíamos que ia ser difícil, mas eu confiava na nossa equipe. Não merecíamos estar passando por isso."
O jogo começou nervoso, parecia que ia ser tranquilo logo depois do gol de Rômulo um chute aos 19 do 1º tempo, depois de um bela tabela com Marcelinho Paraíba , mas tomou tons de dramaticidade com o gol de Éder Luís. Aos 9 da etapa final, o jogador do Galo chutou, Vanderlei defendeu e Éder recebeu um presente de Jéci e marcou sem ângulo e iniciou o tormento verde e branco. O Coxa levou bola na trave, teve pênalti não marcado antes de Rômulo ser novamente derrubado dentro da área, aos 39. Marcelinho fez o seu 14.º gol no Brasileiro, o mais importante deles.
"Tivemos equilíbrio, tomamos o empate e tivemos força. O mínimo que podemos fazer é nos doarmos ao máximo para tirar o Coxa desasa situação. Essa torcida não merece", disse Pereira.



