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Paranaense

Coritiba segue no exílio da Vila Capanema

Fabinho Capixaba foi apresentado ontem, mas só joga quando entrar em forma | Rodolfo Bührer/ Gazeta do Povo
Fabinho Capixaba foi apresentado ontem, mas só joga quando entrar em forma (Foto: Rodolfo Bührer/ Gazeta do Povo)

O exílio alviverde vai durar bem mais do que se esperava. A expectativa do Coritiba era ver a equipe e os torcedores de volta ao Couto Pereira no próximo jogo de mando do clube, diante do Cianorte, na próxima quarta-feira (dia 27), pela quarta rodada do Paranaense. Porém, o tão aguardado retorno deve acontecer somente na sétima partida, contra o Iraty.

Na tarde de ontem, ainda havia a expectativa por uma possível, mas improvável, liberação por parte da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) – dentro da exigência de 72 horas antes da partida. Algo que não aconteceu e ficou para o final da próxima semana, com a vistoria da entidade.

"Recebi o contato da CBF e o ins­­petor foi designado (geralmente, o responsável pelo departamento de outra federação que não a Para­­naense). Agora precisamos aguardar", diz Reginaldo Cor­­dei­­ro, pre­­si­­dente da Comissão de Vis­­torias da FPF.

Depois de feita a inspeção, o resultado é encaminhado para a CBF, que, posteriormente, repassa ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Somente após o "ok" do tribunal os coxas-brancas poderão voltar às arquibancadas do Couto. "Tudo está sendo tratado com muita calma. Não queremos atropelar nem desrespeitar nada", diz Carlos Zanetti, integrante do Conselho Administrativo que cuida da infraestrutura do Coxa.

Dessa forma, resta ao Alviverde pedir novamente o empréstimo da Vila Capanema ao Paraná. Já foi assim na estreia pelo Estadual (vi­­tória sobre o Serrano por 2 a 0) e se­rá ante Cianorte e Toledo. As da­tas não serão problemas, pois não há coincidência na tabela.

"Temos mantido um ótimo relacionamento com o Aquilino (Romani, presidente do Tricolor) e creio que poderemos acertar a cessão para as duas próximas partidas também", afirma Zanetti.

Firmado pouco antes do começo da competição, o acordo para a es­­treia não previu o pagamento de um aluguel "extra" – a despesa do Co­­xa é somente o custo para se uti­­li­zar o Durival Britto em um jogo normal. Da primeira vez, o gasto total chegou a R$ 39 mil, entre iluminação, bilheteria, maqueiros etc.

E assim deve permanecer. "Nós nos comprometemos a emprestar o Couto Pereira caso o Paraná um dia necessite, para um jogo de grande público, o que for. Já fizemos isso antes. É um acerto de cavalheiros e fomos muito bem tratados pelo Paraná", diz Zanetti.

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