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Paranaense

Coritiba tenta atenuar a vantagem do empate

O goleiro Edson Bastos, do Coritiba, adota um discurso afinado com o do torcedor | Hedeson Alves/ Gazeta do Povo
O goleiro Edson Bastos, do Coritiba, adota um discurso afinado com o do torcedor (Foto: Hedeson Alves/ Gazeta do Povo)
Veja como será o esquema de segurança para o Atletiba |

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Veja como será o esquema de segurança para o Atletiba

Há um consenso de que se o clássico empatar, o Coritiba po­­de se considerar campeão paranaense. Afinal, irá manter a vantagem de um ponto para o rival e enfrentará, em casa, o combalido Cascavel – pior ti­­me da se­­gunda fase, à frente do Corin­­thians-PR só pelo melhor desempenho na primeira parte da competição. Assim, o clube passa a conviver com a necessidade de administrar a vantagem.

"Nós vamos pensar nela só no fim da partida. Naqueles cinco mi­­nutos em que se não der para ga­­nhar, também não dá para perder", conta Édson Bas­­tos. A frase do ca­­misa 1 alviverde vai de en­­contro ao que pensa o técnico Ney Fran­­co. Ele quer o time atacando o Atlético. "A gen­­­­te tem uma forma definida de jogar e ela deu certo. Dentro do Para­­naense os nú­­meros são ex­­ce­­lentes e eu não vejo por que mu­­­­­dar nesse momento", diz. "Já tes­­tamos contra o Atlético in­­clusive, lá no campo deles, e a nossa equipe foi me­­lhor, embora o placar tenha sido 1 a 1."

A vitória coritibana define o campeonato. O empate encaminha. Mas o técnico não quer ad­­mitir essa possibilidade.

"Um empate e nós temos de jo­­gar com o Cascavel na última rodada e aí é outro processo de mobilização", diz. Razões para pensar assim ele tem de sobra. Em 2008, defendendo o Rubro-Negro contra o atual time, vencia por 2 a 0 e ficava com a taça. A vantagem (e o título) foi embora com um gol de Henrique Dias.

"Ocorreu um erro do zagueiro com o goleiro. Poderia ser melhor para mim que estava lá, já ter esse título no currículo. Mas agora eu não quero perder essa oportunidade", projeta.

O único paradoxo nas declarações surge ao se inverter o raciocínio: e se o Atlético vencer o Atleti­­ba? Fica difícil, não? Lean­­dro Doni­­zete atesta. "Sim. Não podemos perder de forma alguma. O Iraty é um excelente time, mas no finalzinho não vai ter como". Ou seja: se mantiver a vantagem, nada ganho; se perdê-la, tchau conquista.

"A gente tem de tomar as rédeas do jogo, dar o ritmo do jogo", pede o treinador. E para ter posse de bola, tem de marcar, alerta Do­­ni­­zete: "Se não mar­­car desde do ataque, a bola chega espirrada para nós". Por outro lado, Franco não espera nenhuma surpresa vinda da Baixada. "As duas equipes não vão sair do que vêm mostrando no cam­­­peonato", comenta. Ele, que vê no duelo de hoje a chance de o rival se desgastar fisicamente no embate desta noite com o Palmeiras, vai ficar de olho na tela para se as­­segurar disso: "É um jogo interessante... Depois dessa partida, [eles] têm pouco tempo para mudar contra a gente".

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