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Marcelinho corre para comemorar o gol que deu a vitória ao Coxa sobre o Palmeiras, nos acréscimos | Antonio Costa/ Gazeta do Povo
Marcelinho corre para comemorar o gol que deu a vitória ao Coxa sobre o Palmeiras, nos acréscimos| Foto: Antonio Costa/ Gazeta do Povo
  • Em meio a um mar de canelas baianas, Marcelinho leva o Coritiba à frente no duelo pela Sul-Americana
  • Marcos Aurélio fez o gol no último lance do Atletiba e correu para festejar com a torcida
  • Rômulo sofre o pênalti que, aos 41 minutos, decidiu a vitória sobre o Atlético-MG

Mais do que no bom retrospecto do Coritiba em casa, o técnico Ney Franco se apega ao equilíbrio emocional de seu time para vencer o Fluminense, domingo, no Couto Pereira, às 17 horas, e garantir a permanência na Primeira Divisão sem depender de outros resultados. No período em que o treinador está à frente do Alviverde, em toda vez que o clube esteve pressionado em seu próprio estádio, sob o olhar do torcedor, venceu.

Das dez partidas realizadas no Alto Glória sob o comando de Ney, desde sua chegada, em agosto, o Alviverde ganhou oito. Desses triunfos, ao menos metade é considerada como decisão pelo técnico: Palmeiras, Vitória, Atlético e Atlético-MG. Jogos tensos, muitas vezes decididos nos último minutos, que servem como inspiração para o confronto do fim de semana.

"Já tivemos diversas rodadas no campeonato com obrigação de vencer e vencemos com personalidade. Essa é mais uma delas", afirmou o comandante.

Seja pela classificação na Sul-Americana, para não retornar à zo­­na de rebaixamento ou não en­­terrar completamente as chances de manutenção na Série A, em to­­dos esses jogos o Coxa entrou no seu limite, mas conseguiu sair com certa folga. Mesmo na disputa continental, contra o baianos, a desclassificação nos pênaltis, depois de devolver o 2 a 0 tomado em Sal­­va­­dor, veio na medida certa para que o Coritiba mantivesse o moral alto e se concentrasse apenas no Na­­cional. A única ressalva é que, desta vez, não há chance para erros.

"A gente entende que é o jogo final, que não tem mais tempo de recuperar. Mas não podemos entrar em campo acuados, achar que uma derrota nos coloca na Série B. Pelo contrário, temos de entrar no campo e jogar. Não tem como temer, temos de vencer", diz Ney Franco.

Enquanto a diretoria do clube promove uma campanha unindo o torcedor com jogadores alviverdes em peças publicitárias pela internet, a estratégia da comissão técnica foi adiantar a concentração, que começou ontem, e evitar analisar o que passou, tratando o jogo contra o Fluminense como uma final. O péssimo desempenho fora de casa ficou para ser analisado no ano que vem.

"Não é o momento de voltar a página, olhar no retrovisor. Não temos mais jogos fora de casa, isso é um tema para outra temporada. Pre­­firo pensar apenas nessa partida de agora e no nosso desempenho em casa", afirma Ney Franco ex­­pressando em palavras aconcentração que tenta passar ao grupo. "Se eu soubesse (de antemão) o que aconteceu, teria avisado o Ney e não estaríamos nessa situação", completou Leandro Donizete, sem resposta para os problemas do time.

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Com (muita) emoção

Os jogos usados como referencial pelo Coritiba têm em comum a conquista da vitória nos últimos minutos.

Coritiba 1 x 0 Palmeiras (19/8) - O Coritiba havia saído da zona de rebaixamento na rodada anterior e precisava vencer o vice-líder Palmeiras para não retornar ao limbo. Fez 1 a 0 aos 46 minutos, gol de Marcelinho Paraíba, de pênalti.

Coritiba 2 x 0 Vitória (25/8) - Havia perdido para o Vitória por 2 a 0 no jogo de ida da Sul-Americana. Devolveu o mesmo placar, mas perdeu por 5 a 3 nos pênaltis. Saiu aplaudido pelo torcedor e, de quebra, livre do desgaste de uma competição paralela.

Coritiba 3 x 2 Atlético (25/10) - Na luta particular o Coxa precisava vencer para não ver o Furacão disparar e também para ele próprio não se reaproximar da ZR. Fez 3 a 2, mas com um gol de Marcos Aurélio aos 47 minutos do segundo tempo.

Coritiba 2 x 1 Atlético-MG (14/11) - Era vencer ou vencer. Uma derrota poderia fazer o Coritiba chegar com mínimas chances de permanência na última rodada. O Galo, por sua vez, ainda sonhava com o título. Mas o Coxa venceu por 2 a 1. O último gol? Marcelinho, já aos 41 da etapa final.

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