| Foto: Arquivo/Gazeta do Povo
Ouça este conteúdo

Após aprovação do Conselho Deliberativo na noite de segunda-feira (20), o Coritiba publicou seu balanço financeiro relativo ao exercício de 2019 na última terça-feira (21), com um déficit de R$ 50,4 milhões no período. O déficit acumulado, por sua vez, está em R$ 202,8 milhões e a dívida total em R$ 245 milhões.

Conforme a análise publicada pelo próprio clube em seu site oficial, a principal queda de receitas veio dos direitos de transmissão.

CARREGANDO :)

Em 2018, quando manteve na Série B as cotas de TV de padrão Série A, o Coxa recebeu R$ 58,9 milhões, contra apenas R$ 15,3 milhões em 2019, ano em que permaneceu na Segundona e teve redução drástica na verba recebida.

O fracasso em subir de divisão naquele ano, o primeiro da gestão Samir Namur, trouxe outros impactos, como a redução no valor recebido com associados. Em 2018, o Coritiba teve receita de R$ 12,1 milhões com o plano de sócios, contra R$ 10,2 milhões em 2019.

O clube também teve redução na grana recebida com venda de atletas. Enquanto teve receita de R$ 11,9 milhões em 2018, angariou somente R$ 2,9 milhões em 2019. Vendas como a de Yan Couto para o Manchester City-ING, por exemplo, foram realizadas somente em 2020.

Publicidade

O clube também teve queda nas receitas com patrocínios, tendo recebido R$ 4 milhões em 2019, contra R$ 6,5 milhões em 2018. Também houve queda em receitas patrimoniais, como aluguel de estádio e placas de publicidade. O clube recebeu R$ 6,2 milhões em 2018, contra R$ 2 milhões em 2019.

Por outro lado, o Coxa registrou aumento significativo nas vendas da Coritiba Store. O clube recebeu R$ 4 milhões em vendas de mercadorias em 2019, contra R$ 1,3 milhão em 2018.

Ao fim do exercício, o Coxa registrou receita operacional líquida de R$ 41,2 milhões em 2019, contra 95,6 milhões no ano anterior.

Custos reduzidos

Reflexo da queda abrupta de receitas, Coritiba acabou reduzindo os custos operacionais do futebol em 2019.

O clube gastou R$ 39 milhões com o futebol (salários, benefícios, encargos sociais, empréstimos de jogadores, viagens, direitos de imagem, etc), contra R$ 47,2 milhões em 2018.

Já nas categorias de base, a redução de investimentos foi menor, com R$ 6,7 milhões investidos em 2019, contra R$ 7,7 milhões em 2018.