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Série B

Cortesia com rivais altera a programação alviverde

Ney Franco antecipou o treino ontem para observar atividade do Bahia | Hedeson Alves/ Gazeta do Povo
Ney Franco antecipou o treino ontem para observar atividade do Bahia (Foto: Hedeson Alves/ Gazeta do Povo)

O inimigo mora ao lado. Ou me­­lhor, treina ao lado.

Graças a um acordo entre os clubes, o Coritiba cedeu on­­­­tem um campo no CT da Gra­­ciosa para o Bahia, adversário de da­­qui a duas rodadas em Salva­dor, na terça-feira, partida que pode selar o re­­torno alviverde para a Sé­­rie A do Bra­­sileiro.

Antes, porém, o clube vai a São Caetano pegar o time da casa; enquanto os baianos, colegas de G4, enfrentam na mesma rodada o rival da ci­­dade, o Paraná.

A cordialidade entre baianos e coxas-brancas parou por aí. Até mesmo a programação de treinos do Alviverde foi alterada, para não dar armas ao time que está cinco pontos distante do Coxa, mas poderá tirar parte da diferença no confronto direto.

"O pessoal comentou que o Bahia viria, então começamos mais cedo para que eles não vissem nosso trabalho tático, e creio que deu certo", analisava o zagueiro Cleiton, enquanto olhava o bate-bola dos tricolores do Nordeste.

Nada por acaso: Ney Fran­­co programou a antecipação da atividade. "A gente sa­­bia. E mesmo jogando com o Bahia na terça, também va­­mos trabalhar no CT deles. Poderíamos levar o treinamento para o Couto Pereira, mas preferimos aqui, para aproveitar a estrutura, argumentou.

O Bahia também não bancou o bobo. Se o Coritiba escondeu (se é que depois de 31 rodadas al­­guém tem o que esconder) o jogo, os visitantes apenas fizeram um "desintoxicante".

"Eles estão em recreação... Tomara que entrem no jogo contra a gente recreando! (risos) A gente sabe que isso não vai acontecer, mas que eles estão animados, estão!", brincava Franco, já sabendo que, com o adversário tão próximo, não vão faltar palpiteiros para o jogo na Boa Terra.

"O que não faltou é olheiro. Jogadores, jornalistas... a cornetagem vai ser grande!"

Enquanto isso, velhos amigos dos dois times botavam o papo em dia. O goleiro Édson Bastos foi cumprimentar o técnico do Bahia, Már­­cio Araújo – que já dirigiu o Coxa.

Vagner, zagueiro tricolor que passou pelo Alviverde entre 2003 e 2006, abraçava o amigo Enrico, que começou junto com ele na base do Atlético-MG. "Vi ele co­­me­­­çar molequinho", brincava.

Pelas costas, no entanto, os cori­­tibanos declaravam torcida contra. Afinal, uma derrota do Bahia para o Paraná, hoje, facilita a tarefa do Coritiba de retornar à elite.

"Assim que começar o jogo do Paraná, estarei torcendo muito. Eles têm de melhorar a posição... Vou torcer muito para isso! [risos]", prometia Franco. "Ama­­nhã [hoje] é Paraná, vou dar uma secadinha na concentração", anunciou Cleiton.

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