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Paranaense

Coxa adota a tática de um mando de cada vez

Após acumular prejuízo superior a R$ 120 mil jogando na Vila Capanema, clube enfrenta o Iraty em Paranaguá e sonha com volta ao Couto contra o Paraná

O Caranguejão, em Paranaguá, será a casa do Coritiba no sábado, contra o Iraty, mas já fica como opção para a sequência da temporada | Jonathan Campos/ Gazeta do Povo
O Caranguejão, em Paranaguá, será a casa do Coritiba no sábado, contra o Iraty, mas já fica como opção para a sequência da temporada (Foto: Jonathan Campos/ Gazeta do Povo)

A breve estada do Coritiba na Vila Capanema foi encerrada oficialmente ontem, com prejuízo para os dois lados. O Paraná, pelo gramado danificado com o excesso de jogos; o Coxa, com um déficit acumulado de R$ 126.212,22, resultado da fraca média de 2.539 pagantes das partidas contra Serrano, Cianorte e Toledo.

O jogo do próximo sábado, contra o Iraty, tem local definido: o Gigante do Itiberê, em Parana­­guá. Depois, nem a própria diretoria alviverde sabe. Seguir no litoral, partir para Ponta Grossa, voltar ao Durival Britto e Silva ou reabrir o Couto Pereira são hipóteses possíveis, todas vinculadas ao julgamento do recurso do clube, no Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

O acordo para atuar no Caran­­guejão foi costurado ontem à tarde, em reunião entre Jair Cirino, presidente do Coxa, e Mário Ku­­gler Rodrigues, presidente da Fundação Municipal de Esportes de Paranaguá – participaram ainda outros dirigentes coritibanos e João Carlos Frumento, presidente do Rio Branco, equipe que utiliza normalmente o estádio municipal.

"Dependemos apenas de uma conversa com o prefeito (José Baka Filho, hoje pela manhã) para oficializar. Mas acredito que não teremos nenhum tipo de problema. Não quero me antecipar, mas será bom para o Coritiba e para a cidade, com o incentivo ao turismo", comentou Rodrigues.

Nesse primeiro empréstimo, o Coxa terá de arcar somente com o custo de operação e manutenção do campo – mesmo esquema com o Tricolor. Para se ter uma noção, o Rio Branco teve R$ 35 mil de despesas no confronto com o Coxa (20/1), também realizado à noite, com público pagante de 5.166 e renda de R$ 88.510.

Empréstimo oficializado, será preciso aguardar pela homologação da Federação Paranaense de Futebol (FPF), que terá de ocorrer até amanhã.

"É uma boa alternativa, pois se trata de um bom estádio. E como estamos no verão, deveremos levar um bom público. O torcedor já estará no litoral e será mais fácil o deslocamento até Paranaguá", afirma Carlos Zanetti, integrante do Conselho Administrativo do Coxa responsável pela infraestrutura.

Quanto à sequência do Esta­­dual e o Brasileiro, o dirigente prefere aguardar. "Ainda é cedo para falarmos desse assunto. Temos de esperar o julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva para vermos como as coisas vão ficar", diz Zanetti.

Nos bastidores, o Alviverde acredita em uma absolvição na apreciação do recurso pelo Pleno do STJD, relativo aos incidentes do ano passado, na última rodada do Brasileiro, que renderam a perda de 30 mandos de campo para a Segundona. Crê também que o caso entrará na pauta antes do carnaval. Assim, o Couto Pereira poderia ser reaberto no clássico contra o Paraná, dia 20.

O Coritiba poderia antecipar essa liberação – após a vistoria e a aprovação da CBF – requerendo diretamente ao presidente do STJD, Virgílio Augusto Val. Porém, o clube quer evitar qualquer tipo de ação que possa influir no resultado do julgamento.

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