
Marcelinho Paraíba não esquece a última vez que entrou em campo para disputar a Copa do Brasil. Foi no Morumbi, há quase oitos anos, para um público de 80 mil pessoas. Saiu de campo com a taça de campeão que teve papel determinante para conquistar: marcou o terceiro gol do Grêmio na vitória sobre o Corinthians, por 3 a 1, no dia 17 de junho de 2001.
Jogando como atacante, na mesma posição que atuará hoje contra o Bahia (às 20h30, em Salvador), ele foi um dos destaques daquela competição. Marcou cinco gols, depois chegou à seleção brasileira e se transferiu para Alemanha, de onde voltou apenas no meio do ano passado para o Flamengo e de lá para o Coxa no início desta temporada.
"Um ano antes já tinha sido vice-campeão quando estava no São Paulo e perdemos para o Cruzeiro na final", lembra o jogador, que tem um retrospecto invejável na Copa do Brasil, dois campeonatos, duas finais. Na terceira vez, ele acha que poderá repetir o feito.
Afinal, não é apenas na semelhança de seu posicionamento que Marcelinho apóia todo o seu otimismo no retorno ao torneio. O atacante lembra que, assim como a equipe de Tite na época, hoje o Coritiba tem um sistema de jogo semelhante, no qual todos se movimentam na frente, o que confunde o adversário.
Contudo, há um detalhe a ser melhorado no Alviverde. "Antes de qualquer coisa, o importante na Copa do Brasil é entrar concentrado e marcar muito sem a bola. Com ela, principalmente quando se joga fora de casa, temos de sair em velocidade", afirma o jogador.
Na opinião de Marcelinho, a estratégia Alviverde tem de ser a de jogar todas as fichas na primeira partida. Tanto por considerá-la fator decisivo para a classificação, como também, na atual circunstância, para o Coritiba, se vencer por uma diferença de dois gols, evitar a partida de volta e conseguir um respiro no calendário a delegação chega amanhã de Salvador e pega o Paraná no sábado.
"Não é fácil. É uma competição na qual ocorrem muitas surpresas, mas vamos com o objetivo de eliminar o segundo jogo para ganhar um respiro", diz.
Nesse ponto, o técnico Ivo Wortmann, que chegou a cobrar essa postura da equipe na primeira fase, agora contra o Bahia é mais contido. "Temos de pensar num bom resultado, que é um empate com gols ou a vitória. Pensar de cara em eliminar no primeiro jogo eu estaria desrespeitando a qualidade do time do Bahia", afirma o técnico. Ele será obrigado a fazer uma modificação de última hora. Carlinhos Paraíba está fora, com dores no joelho esquerdo. Guaru pode atuar na ala esquerda. Ou Douglas Silva passa para a posição e o jovem Willian, de 19 anos, assume a posição de volante. Na direita, Márcio Gabriel será mantido no lugar de Ramon.
Ao vivo
Bahia x Coritiba, às 20h30, no tempo real aqui na Gazeta Online.
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Em Salvador
Bahia
Marcelo; Patrício, Nen, Evaldo e Rubens Cardoso; Lenadro, Elton, Léo Medeiros e Hélton Luiz (Ananais); Beto e Reinaldo Alagoano
Técnico: Alexandre Galo
Coritiba
Vanderlei; Cleiton, Rodrigo Mancha e Felipe; Márcio Gabriel, Douglas Silva, Pedro Ken, Renatinho e Guaru (Willian); Marcelinho Paraíba e Marcos Aurélio
Técnico: Ivo Wortamann
Estádio: Pituaçu. Horário: 20h30. Árbitro: Paulo Jorge R B Figueira (RN). Auxs.: Ubiratan Bruno Viana (RN) e Cleriston Clay Barreto Rios (SE)



