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Brasileiro

Coxa busca o camisa 9 ideal para o Brasileiro

Carente de um centroavante, Coritiba tenta Liedson, mas negociação improvável mantém o time no mercado em busca de um artilheiro. Caçada esbarra no fim da janela de transferências e nos altos salários pedidos

Precisando urgentemente de bolas na rede para reagir no Nacional, Alviverde reforça a difícil busca por um centroavante | Daniel Castellano/ Gazeta do Povo
Precisando urgentemente de bolas na rede para reagir no Nacional, Alviverde reforça a difícil busca por um centroavante (Foto: Daniel Castellano/ Gazeta do Povo)

O Coritiba busca um centroavante "como quem procura água no deserto", na definição do vice-presidente Ernesto Pedroso. O Corinthians anunciou a saída do atacante Lied­­son, que, com apenas seis partidas no Brasileirão, pode acertar com qualquer outro clube da Série A. A combinação seria perfeita – até porque o atleta joga na posição que o Coxa mais precisa –, mas dificilmente será concretizada.

O caso do atacante luso-brasileiro simboliza as dificuldades que o Coritiba enfrenta para contratar um matador, posição reconhecida dentro do clube como a mais carente do elenco. Ontem pela manhã, o presidente coxa-branca, Vilson Ribeiro de Andrade, conversou com o presidente corintiano, Mário Gobbi. À tarde, o contato foi entre a diretoria alviverde e os empresários do atacante.

O possível negócio esbarrou no salário de Liedson no Parque São Jorge: R$ 380 mil, muito acima do teto alvi­­verde. Assim, é mais provável que o Levezinho se transfira para Internacional, Botafogo, Santos ou mesmo para o exterior.

A questão financeira já ha­­via emperrado a transferência de Loco Abreu para o Alto da Glória. A pedida foi de R$ 260 mil para trocar o Rio de Janeiro por Curitiba. Seu nome já chegou ao técnico Marcelo Oliveira descartado pela diretoria e o uruguaio transferiu-se do Botafogo para o Figueirense. Tanto no caso de Abreu quanto no de Liedson, a idade (35 e 34 anos, respectivamente) também pesou para o Coritiba desistir do investimento.

Outra alternativa, trazer alguém do exterior, esbarra na falta de tempo. A janela pa­­ra a importação de jogadores termina na sexta-feira. Assim, se quiser buscar uma solução em outro país, a diretoria alviverde terá de, em quatro dias, acertar a contratação, providenciar a documentação, submeter o atleta aos exames médicos e registrá-lo. "Com esse tempo, é praticamente impossível", resume Andrade.

O discurso do clube é de se­­guir atento ao mercado, em busca de alguma oportunidade que alie qualidade técnica a preço acessível. Enquanto esse negócio de ocasião não aparece, Marcelo Oliveira continuará trabalhando com o elenco atual, reforçado por Leonardo, que voltou agora de empréstimo do futebol chinês, Marcel e Keirrison, os dois com volta a campo prevista, respectivamente, para julho e agosto.

No fim da tarde de ontem, os jogadores participaram de uma reunião com a comissão técnica e a diretoria. A ideia foi dar força ao grupo – não somente aos atacantes –, blindar todos do assédio de empresários após a boa campanha na Copa do Brasil e lembrar dos objetivos do semestre: uma melhor colocação no Brasileiro e a disputa da Sul-Americana.

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