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Copa do brasil

Coxa colhe bônus do sucesso na Copa do Brasil

Temporada de vitórias traz ganhos financeiros para atletas do Coritiba. Clube também vê possível incremento nas finanças

Willian estaria sendo monitorado por quatro clubes na final | Felipe Rosa/ Gazeta do Povo
Willian estaria sendo monitorado por quatro clubes na final (Foto: Felipe Rosa/ Gazeta do Povo)

Contratos de patrocínio, exposição na mídia nacional, aumento do valor de mercado e assédio de outros clubes. Chegar à segunda decisão seguida da Copa do Brasil disparou o gatilho financeiro no Alto da Glória. O Coritiba e seus jogadores contabilizam uma valorização expressiva às vésperas do início da decisão com o Palmeiras e seguem projetando ganhos.

O volante Willian é um dos símbolos desse crescimento. No início do ano, a Pluri Consultoria, empresa de Curitiba especializada em futebol, divulgou um estudo que apontava o jogador como o mais valioso do Campeonato Paranaense, com valor de mercado de R$ 4,6 milhões. Um levantamento similar, publicado ontem, apontou novamente o meio-campista como atleta mais atraente mercadologicamente do Coritiba: cinco meses depois, porém, a quantia subiu para R$ 5,3 milhões.

"E se o time for campeão, na quinta que vem pode rasgar essa lista que o elenco inteiro ficará mais valorizado", afirma o economista e especialista em Gestão de Marketing Fernando Ferreira, da Pluri.

Para Willian, esse valor de mercado se traduz, por exemplo, na troca do fornecedor de material esportivo. Até ano passado ele era jogador da Asics. No início de 2012, fechou acordo com a Nike por duas temporadas. "O primeiro ano do contrato com a Nike é três, quatro vezes melhor que o segundo com a Asics", compara Giancarlo Petruzzielo, empresário do atleta. Segundo a Gazeta do Povo apurou, o jogador recebe da companhia norte-americana R$ 12 mil em roupas por mês.

Emerson, Anderson Aquino e Rafinha também se tornaram atletas da empresa americana de material esportivo neste ano. A exemplo do volante, tiraram proveito do acordo que o Coritiba fechou com a empresa. Everton Ribeiro, que se tornou titular ao longo da temporada, também conseguiu um acordo pessoal, com a Asics.

Outra maneira importante de medir essa valorização, o aumento do assédio de outros clubes também cresceu. "O mercado está aceso, já existiram várias propostas. Mas se sai negócio ou não, a decisão é do clube", diz Luiz Alberto Oliveira, da L.A. Sports, gestora da carreira de oito jogadores alviverdes. Um deles é Emerson, que tem uma proposta de R$ 3 milhões do Internacional por 80% dos seus direitos federativos.

"Desde a classificação para a final, tem quatro clubes monitorando de perto o Willian. Recebo ligações quase diárias, empresários perguntam sobre ingresso para a final", diz Petruzzielo.

O presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade, é mais comedido ao tratar de mercado. Aponta a crise europeia como culpada por reduzir o ímpeto dos empresários. "Por incrível que pareça, não apareceu nenhuma proposta. Com a Europa em dificuldade só sobra a Ásia", diz o dirigente. Para o clube, a valorização deve se materializar em patrocínios pontuais para a final – somente um deles na camisa.

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