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Brasileiro

Coxa desafia tabu de 32 anos para seguir à caça do G4

Nos últimos 11 jogos com a Portuguesa no Canindé, o máximo que o Coritiba conseguiu foi 3 empates. Mudar esse retrospecto, amanhã, é fundamental para o Alviverde conseguir a vaga na Libertadores

Vanderlei durante o treinamento de ontem, no Couto Pereira: o atual titular da meta coxa-branca participou do último confronto com a Lusa no Canindé, ano passado. | Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo
Vanderlei durante o treinamento de ontem, no Couto Pereira: o atual titular da meta coxa-branca participou do último confronto com a Lusa no Canindé, ano passado. (Foto: Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo)

O Coritiba não tem boas recordações dos confrontos contra a Portuguesa, em São Paulo. Porém, se quiser seguir vivo na disputa por vaga na Libertadores, precisará esquecer o retrospecto ruim.

Há 32 anos não vence na casa lusa. O último (e único) triunfo no Canindé ocorreu no dia 29 de setembro de 1976: 2 a 0, no Brasileiro daquele ano, com dois gols do atacante Eli Carlos (segundo levantamento do Grupo Helênicos). Desde então, foram 11 jogos no estádio que beira a Marginal Tietê, com 8 derrotas e 3 empates.

"Eu acho que esses dados históricos valem bastante. Queiram ou não, é um tabu, mas os tabus estão aí para serem quebrados", diz o técnico Dorival Júnior. "Já demonstramos que temos toda a capacidade para criar um fato novo nesse retrospecto", destaca.

Com a vitória do Botafogo sobre o Vitória, por 3 a 1, ontem à noite, o Coritiba entra em campo neste sábado na sétima posição. Com 44 pontos, está a oito do G4 – graças à apertada vitória do São Paulo sobre o Náutico, por 1 a 0, no Morumbi. Assim, bater a Lusa é fundamental para o time remontar o quadro do início da rodada.

Segundo o site Infobola, o clube paranaense precisa de mais 23 pontos para alcançar os 67 necessários para jogar o torneio continental. Como apenas cinco dos dez jogos restantes são no Couto Pereira, uma vitória sobre Lusa torna-se quase obrigatória para o Coxa.

"Para nós é mais uma decisão. O ser humano sempre quer dar a volta por cima, e por isso a equipe deles vai tentar sair da situação que vive", conta o zagueiro Felipe, lembrando que, além da Portuguesa, os "rebaixáveis" Atlético-MG, Ipatinga, Náutico, Santos e Vasco também enfrentarão o time paranaense.

"Vamos pensar jogo a jogo. Vencendo um de cada vez nossas chances aumentam bastante", comenta o volante Leandro Donizete, mantido como titular ao lado de Alê e Carlinhos Paraíba no meio-de-campo.

Se até agora, como visitante, os comandados de Dorival Júnior já ganharam 4 de 14 partidas, chegou a hora de melhorar ainda mais na casa alheia para brigar pela Libertadores.

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