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Série B

Coxa dribla retranca e poças para vencer

Sofrimento marca a virada Alviverde sobre a Macaca: 2 a 1

Volante Valencia volta com moral e a confiança do treinador Antônio Lopes | Albari Rosa / Gazeta do Povo / Arquivo
Volante Valencia volta com moral e a confiança do treinador Antônio Lopes (Foto: Albari Rosa / Gazeta do Povo / Arquivo)

Chuva, frio, marcação cerrada e muita dificuldade para jogar driblando adversários e poças da água. A vitória de virada do Coritiba, por 2 a 1, sobre a Ponte Preta, poderia até valer mais do que três pontos, tamanho o sofrimento para alcançá-la.

O gol que assegurou o triunfo de ontem saiu só aos 47 minutos da etapa final e premiou o time que lutou até o fim, contra um outro que só se defendeu. O resultado mantém o Coxa em segundo lugar com 26 pontos e ratifica a força dentro do Couto Pereira na Série B – em sete jogos foram seis vitórias e só uma derrota.

Antes do jogo, era só olhar a escalação da equipe de Campinas (com seis no meio-de-campo e só um no ataque) para saber que a única aposta dos visitantes seria uma enorme retranca para tentar algo em um descuido alviverde.

Entretanto, os donos da casa deram chance ao azar e a falha veio. Aos 11 minutos de jogo, Héverton avançou livre pela esquerda, tabelou com Róger e foi mais rápido do que a defesa para abrir o marcador.

Um gol logo no início era tudo que o técnico Nelsinho Baptista queria para intensificar sua tática defensiva. Enquanto do outro lado, a ansiedade, as poças da água e os poucos espaços deixados pelo rival provacavam erros.

"Se com o campo seco já é difícil com eles fechados, imagina com o gramado encharcado. Temos de apostar nas bolas paradas", pediu no intervalo o meia Pedro Ken, sem imaginar o que viria pela frente.

E exatamente nas bolas paradas é que a virada ocorreu. Com a dificuldade em que as coisas se desenhavam, vale até gol impedido. Na falta batida por Anderson Lima, Henrique apareceu sozinho (a posição era irregular) e empatou aos 26’ da segunda etapa.

O lance significou a igualdade no placar e a desigualdade no número de jogadores. Graças ao defensor Anderson, ex-Coritiba, hoje na Ponte, que deu um chute em Henrique logo após o gol, foi expulso e aumentou a esperança do vira-vira.

Nos acréscimos, a receita para chegar à vitória foi a mesma: todo mundo na área e bola no pé de Anderson Lima. No rebote de um escanteio, o capitão cruzou, Keirrison foi rápido no segundo poste e mandou para a rede (47’).

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Em CuritibaCoritiba 2 x 1 Ponte Preta

CoritibaÉdson Bastos; Anderson Lima, Henrique, Leandro e Douglas Silva (Diogo); Rodrigo Mancha, Pedro Ken, Marlos e Caíco (Hugo); Henrique Dias (Túlio) e Keirrison. Técnico: René Simões.

Ponte PretaDênis; Anderson, Émerson e João Paulo; Júlio César, Pingo, João Marcos, Ricardo Conceição, Héverton (Alê) e André; Roger (Beto). Técnico: Nelsinho Baptista.

Estádio: Couto Pereira. Árbitro: Fabrício Neves Corrêa (RS). Amarelos: Pingo, Anderson, Júlio César, João Marcos e André (P); Henrique, Pedro Ken, Caíco e Túlio (C). Vermelho: Anderson (P). Gols: Héverton (P), aos 11’ do primeiro tempo; Henrique (C), aos 36’, e Keirrison (C), aos 47’ do segundo tempo. Renda: R$ 49.445,00. Público: 6.832 (5.233 pagantes).

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