
Coritiba 1 x 1 Palmeiras
O cenário e o enredo foram os mesmos. Couto Pereira lotado por uma torcida confiante na capacidade do Coritiba de reverter uma derrota fora de casa. Do outro lado um grande do futebol brasileiro há anos sem um título importante. Ânimo refreado por uma escolha ruim na escalação. E a perda da Copa do Brasil pela segunda vez seguida dentro do próprio estádio. A única diferença foi o algoz: ano passado o Vasco, agora o Palmeiras.
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Obrigado a fazer pelo menos 2 a 0 (para levar a decisão para os pênaltis), o mais perto que o Coxa esteve deste placar foi quando marcou 1 a 0, com Ayrton, de falta. Vantagem obtida aos 16 minutos da etapa final, no primeiro chute coritibano no gol palmeirense. E durou apenas quatro minutos, tempo necessário para o time paulista chegar ao definitivo empate por 1 a 1, com Betinho.
Gol nascido em uma falta contestada no campo e na arquibancada. Enquanto Marcos Assunção se preparava para cobrar a falta, a torcida coxa gritava "Vergonha!". O gol deu início à comemoração do título do lado palmeirense e começou a mandar os coritibanos embora. Todos, antes de deixar o estádio, viravam para o setor dos visitantes e faziam com as duas mãos o gesto de que o título havia sido roubado. Alusão aos erros do goiano Wilton Pereira Sampaio no jogo de ida, em Barueri. Tom repetido pelo time.
"A arbitragem do primeiro jogo foi fundamental. Em dois lances capitais a arbitragem prejudicou nossa equipe [pênalti marcado para o Palmeiras, pênalti não dado para o Coritiba]", começou o meia Rafinha, melhor jogador do Coritiba na decisão, em uma das suas grandes exibições pelo clube. "Esse título não condiz com a grandeza do Palmeiras. O clube e sua torcida deveriam se envergonhar da partida de São Paulo", reforçou o presidente Vilson Ribeiro de Andrade.
A escalação coxa-branca novamente merece um capítulo exclusivo. Se ano passado a escolha por Marcos Paulo puxou para trás um time que precisava atacar, agora foi questionável a entrada de Jonas na lateral-direita. Fora desde a partida de volta da semifinal contra o São Paulo, Ayrton ficou no banco. Com Jonas, o Coritiba perdeu poder ofensivo pelo lado direito e não conseguiu conter os avanços de Mazinho. A diferença entre uma alternativa e outra ficou evidente com a entrada de Ayrton, que fez o Coritiba viver seu melhor na decisão. Ainda assim, o lateral defendeu o treinador. "Sou suspeito para falar, não sei se aguentaria jogar os 90 minutos no mesmo ritmo da última partida que fiz, contra o São Paulo", disse o jogador.
Se a escolha de Marcelo Oliveira foi questionável, Luiz Felipe Scolari fez um trabalho perfeito. Não teve vergonha de pedir para seu time dar os chutões necessários, montou um cinturão de volantes que engoliu Everton Ribeiro e Roberto, além de isolar Rafinha. Felipão não ganhava um título relevante desde a Copa-2002. Para o Palmeiras, a fila em conquistas nacionais vinha desde a Copa dos Campeões de 2000. A combinação entre o fim dos dois jejuns faz do treinador forte candidato a substituir Mano Menezes em caso de fracasso da Seleção na Olimpíada.
Momentos antes de o Palmeiras erguer a taça, Tcheco deixou o banco de reservas, para onde foi na metade do segundo tempo e permaneceu por cerca de 40 minutos. Oficialmente aposentado, estava desolado. Era o símbolo do ânimo com que o Coritiba retoma o Brasileirão no sábado, contra a Ponte Preta, em Campinas.
Esportes | 6:34
Apesar do espetáculo da torcida, time do Alto da Glória não conseguiu reverter a vantagem da primeira partida. O empate em 1 x 1 com o Palmeiras no Couto Pereira deu o título de campeão ao rival.





















