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Copa do Brasil

Coxa esbarra no Bahia, mas traz vantagem para o Couto Pereira

Coritiba fica no 2 a 2 com os baianos, mas os gols marcados fora de casa viram trunfo para a classificação

O Coritiba fracassou em anular o ponto forte do Bahia, a bola aérea, mas arrancou um bom empate em Salvador | Eduardo Martins/A Tarde/Futura Press
O Coritiba fracassou em anular o ponto forte do Bahia, a bola aérea, mas arrancou um bom empate em Salvador (Foto: Eduardo Martins/A Tarde/Futura Press)

Bahia 2 x 2 Coritiba - As vaias ao fim da partida dessa vez não foram para o Alviverde. E as palmas, embora nem desse para ouvir direito de dentro do campo, realçaram o desempenho do Coritiba em Salvador, ontem. O empate por 2 a 2 com o Bahia não evitou o jogo de volta – quarta-feira, dia 15, às 21h50, no Couto Pereira –, porém foi um grande passo para a classificação à 3ª fase da Copa do Brasil.

"Esse empate fora de casa, com gols fora, ajudou bastante. Mas não tem nada ganho, temos de manter os pés no chão. Copa do Brasil é mata-mata, são 180 minutos. Só demos um bom pontapé inicial", afirmou Marcelinho Paraíba, que reestreou na competição na qual chegou às finais nas duas vezes em que a disputou (vice com o São Paulo em 2000 e campeão com o Grêmio em 2001).

Com um gol e outra assistência, foi o melhor em campo e garantiu a vantagem do Coxa, que poderá até empatar por 1 a 1 que mesmo assim obterá a vaga. O resultado, no entanto, poderia ser ainda melhor.

O Coritiba saiu na frente e tomou uma virada em apenas dois minutos. Pior do que a ansiedade que se abateu no grupo, foi a forma como os gols do Bahia aconteceram, de bola parada, em decorrência de cruzamentos na grande área. Após mandar um olheiro que ficou cinco dias espionando o time de Alexandre Gallo, Ivo Wortmann sabia que esse era um dos principais trunfos dos baianos e treinou muito para neutralizar a jogada.

"Sofremos dois gols frustrantes", afirmou o técnico, que havia definido qual adversário cada zagueiro deveria marcar, mas isso não ocorreu. "Quando se define a marcação, tem de ir até o fim, morrer com o jogador que se está marcando. Mas o importante é que não se abateram."

Agora o Coritiba terá como foco o clássico de sábado, contra o Paraná, às 19 horas, no Alto da Glória, pelo Estadual. Mesmo tendo pouco tempo de recuperação, o discurso mudou e o cansaço foi pouco mencionado. "Eu, particularmente, me considero um privilegiado por poder disputar essas duas competições. Agora temos de saber administrar", disse Wortmann, que deve fazer apenas uma modificação na equipe. Pedro Ken está suspenso e a vaga ficará entre Leandro Donizete e o garoto Willian, que foi muito elogiado ontem. "Mostrou personalidade; é mais um jogador que o Coritiba ganha".

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Em Salvador

Bahia

Marcelo; Patrício (Hélton Luiz), Nen, Evaldo e Rubens Cardoso; Leandro, Élton (Paulo Roberto), Léo Medeiros (Rogério) e Ananias; Beto e Reinaldo Alagoano

Técnico: Alexandre Galo

Coritiba

Vanderlei; Cleiton, Rodrigo Mancha e Felipe; Márcio Gabriel (Rodrigo Heffner), Willian, Pedro Ken, Renatinho (Ariel) e Douglas Silva; Marcelinho Paraíba (Ramon) e Marcos Aurélio

Técnico: Ivo Wortmann

Estádio: Pituaçu. Árbitro: Paulo Jorge Figueira (RN). Gols: Marcelinho Paraíba (C), aos 27/1º, Evaldo (B), aos 35/1º, Leandro (B), aos 37/1º, e Márcio Gabriel (C), aos 24 segundos/2º. Amarelo: Ariel, Pedro Ken e Marcos Aurélio (C); Ananias (B). Renda: R$ 434.130. Público pagante: 21.223

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