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Coxa requenta velhas desculpas para explicar nova derrota

Elenco que mirava Libertadores está a um ponto da ZR. Para Renê, faltou “gelar” a bola

Veja a ficha técnica do jogo |
Veja a ficha técnica do jogo (Foto: )
Jaílton passa entre Éder Luís (11) e Serginho: volante teve atuação apenas mediana na derrota coritibana para o Galo no Mineirão |

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Jaílton passa entre Éder Luís (11) e Serginho: volante teve atuação apenas mediana na derrota coritibana para o Galo no Mineirão

O Coritiba precisa encontrar, ur­­gentemente, um discurso que combine teoria e prática. Nos planos para o Brasileiro, o Coxa mira lá em cima, na conquista de uma vaga para a Libertadores. Mas em campo, está colado na zona de rebaixamento.

Falta de conexão que ficou evidente mais uma vez ontem à noite, na derrota para o Atlético-MG, por 3 a 2. O Coxa foi a Belo Horizonte em busca de uma vitória, que seria a primeira das quatro planejadas para voltar a brigar na parte de cima da tabela.

Mas o planejamento não se concretizou, e o Coxa chegou a cinco par­­tidas sem vitória na competição – a última foi sobre o Grêmio, 2 a 1, dia 15 de julho. E desse jeito, acumulam-se cada vez mais as desculpas.

No Mineirão, a culpa do insucesso foi não ter sabido segurar o empate por 2 a 2."Perdendo de dois a zero e conseguindo empatar, não poderíamos ter tomado o terceiro. Acabou o jogo ali. Essa bola tem de ficar completamente gelada", comentou o técnico René Simões.

Antes, o zagueiro que salvou em cima da linha, o estado do gramado, a ineficiência do centroavante em escorar a bola e o último passe foram os motivo apontados por Simões para o Coxa não emplacar.

E ficou por aí. Nas demais perguntas, o treinador pouco falou. Foi seco e algumas vezes ríspido. Sobre a proximidade com a zona de rebaixamento, nada. Nem mesmo a diretoria tocou diretamente no assunto.

"A conversa, a cobrança e o diálogo, isso é diário. Conversamos antes, agora no vestiário não precisa ser uma conversa específica. Eles sabem onde queremos chegar, o que estamos buscando no campeonato", disse Homero Halila, diretor de futebol do Alviverde, que descartou mu­danças no comando técnico do Coritiba.

Mas é preciso falar e, principalmente, se preocupar. Afinal, disputadas 16 rodadas, o Coxa somou apenas 15 pontos. É o 16.º colocado, só um ponto acima do Atlético, a primeira equipe do "G4 do mal".

Outro tema pouco explorado foi a superioridade do adversário du­­rante grande parte do jogo. Em um minuto, dos 14 aos 15 da etapa inicial, o Galo fez 2 a 0 com gols de cabeça de Jonílson e atacante Diego Tar­delli. Demerson descontou, aos 20, fazendo 2 a 1, também de cabeça.

Mesmo sem pressionar o adversário, o Coxa chegou ao empate, com Leozinho. O atacante arrancou livre e tocou na saída de Aranha, aos 36 do segundo tempo. Mas a igualdade durou muito pouco. Aos 41 minutos, Renan Oliveira, que havia acabado de entrar, decretou a vitória alvinegra chutando de dentro da área: 3 a 2.

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