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Paranaense

Coxa se une para apagar princípio de incêndio e agarrar ponto extra

Triunfo sobre o Cianorte mantém time na vice-liderança e ameniza cobranças. Já derrota ou empate...

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Pedro Ken avisou: "Isso não é hora para fofoquinhas". Ivo Wortmann disse: "Não sou de preservar emprego, trabalho onde gostam de mim e onde eu possa render".

O clima que antecedeu a partida entre Coritiba e Cianorte, às 18h30, no Couto Pereira, pode ser bem resumido por essas declarações. O próximo passo também não é muito difícil de se adivinhar: uma vitória para apagar o incêndio; derrota ou empate instaura a crise de uma vez.

"Time grande não pode trabalhar em cima de derrotas. Elas fazem parte, mas às vezes é bom para detectarmos os erro e crescermos na hora certa", afirma o volante Rodrigo Pontes, que, com as suspensões de Felipe e Douglas Silva, ganha um nova chance. Márcio Gabriel é o outro substituto, e a equipe deverá atuar no 4–4–2.

No caso do Coritiba, a hora certa é agora. Faltando três jogos para o fim da primeira fase, um novo tropeço pode fazer o clube perder a segunda colocação para o Nacional – que joga fora, contra o Cascavel, às 15h30 – ou o próprio Cianorte e colocar em risco o ponto extra, iniciando a segunda fase ainda mais longe do rival Atlético.

"O objetivo ainda é, enquanto houver chance, o primeiro lugar. Mas se não der, o mínimo que podemos fazer é garantir a segunda colocação", diz o zagueiro Cleiton, que não vê problema em mudar o esquema e atuar ao lado de Pereira. "Já estamos acostumados, não será a primeira vez."

Para quem estava no Alto da Glória no ano passado, a situação traz as lembranças da campanha comandada por Dorival Júnior, quando a equipe também sofreu no início, se recuperou e acabou campeã.

Na época, o Paranaense tinha um formato diferente. O Coritiba se classificou em segundo na primeira fase. Mas o problema veio depois. Com o campeonato dividido em dois quadrangulares, o Alviverde chegou às duas últimas rodadas precisando da vitória para avançar.

"E vencemos. Agora, perdemos quando podíamos. Claro que ninguém gosta de perder, mas jogamos mal. O que não se pode é ficar inventando coisas", avisa Pedro Ken, desmentindo também um suposto desgaste do elenco com Ivo Wortmann.

O técnico, contudo, recebeu o apoio da diretoria. Para a partida de hoje, abriu mão inclusive de Marcelinho Paraíba. O jogador estava nos planos do comandante, mas pediu para ficar fora, pois passou cinco dias sem treinar e estaria cansado. Ivo aceitou. Só não abre mão mesmo da convicção.

"Tudo se resume a isso, convicção. Quando o Dorival Júnior passou por isso aqui no ano passado foi mantido pela convicção da diretoria, que depois colheu os resultados", analisa o treinador, fazendo, de certa forma, um paralelo com a sua atual situação.

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Na TV

Coritiba x Cianorte, às 18h30, no Premiere.

Em Curitiba

Coritiba - Vanderlei; Márcio Gabriel, Cleiton, Pereira e Vicente; Rodrigo Pontes, Carlinhos Paraíba, Pedro Ken e Renatinho; Marcos Aurélio e Hugo (Ariel). Técnico: Ivo Wortmann.

Cianorte - Sílvio; Amaral (Agnaldo), Neto, Diego, Valdir e Fabinho; Davi, Dill e Felipe; Marcelo e Marquinhos. Técnico: Nei César.

Estádio: Couto Pereira. Horário: 18h30. Árbitro: Antônio Denival de Morais. Auxs.: Ivan Carlos Bohn e Wesley Gomes da Silva.

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