A delegação brasileira fez jus às expectativas na Paralimpíada de Londres. O país subiu menos ao pódio em relação a Pequim-2008: 47 contra 43 vezes. No entanto, na capital britânica, foram cinco medalhas de ouro a mais do que na China. As 21 conquistas douradas levaram o Brasil do nono para o sétimo lugar no quadro de medalhas, exatamente a posição estabelecida como meta pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).
Apesar da evolução, a projeção anteriormente divulgada de buscar, a partir de agora, o quinto lugar em casa, na Rio-2016, pode ser revista. Baseado nos resultados da disputa na Grã-Bretanha, a equipe verde-amarela precisaria buscar 11 medalhas de ouro a mais para ficar no top 5.
"Em Pequim, esta diferença entre o quinto e o sétimo colocado era bem menor [quatro medalhas]. Se pensarmos que crescemos em cinco ouros no último ciclo, teríamos de dobrar a velocidade de evolução para o Rio", apontou o presidente do CPB, Andrew Parsons.
"Ainda acreditamos que é factível, mas é prematuro anunciar se a meta continua ou não. Seria pouco inteligente não fazer, antes, uma avaliação do que aconteceu aqui em Londres", completou.
O dirigente ainda ressaltou que o Brasil vai precisar de mais recursos para seguir a linha de crescimento em âmbito internacional. Para os Jogos de Londres, foram investidos R$ 165 milhões no esporte paralímpico. No ciclo visando a Paralimpíada do Rio, a intenção é elevar este patamar aos R$ 300 milhões.
"Atualmente, quase tudo vem do governo federal e de empresas públicas. Eu lamento que a iniciativa privada ainda não tenha entendido o desporto paralímpico como um investimento, uma forma de comunicação com o público e associação com valores positivos, de um Brasil que vence", disse Parsons.
Em Londres, o nadador Daniel Dias com seis ouros foi o maior medalhista brasileiro. Apesar disso, quem ganhou mais destaque individualmente foi o corredor Alan Fonteles, que bateu o favorito Oscar Pistorius na prova dos 200 m (T44).



